Viagem com livros

O Guia de Portugal Constitui uma obra fundamental, escrita sob o impulso de Raul Proença, de 1924, reeditada e completa na sua versão original pela Fundação Gulbenkian, graças a Santana Dionísio. A descrição é muito diferente do atual, mas uma colaboração de personalidades marcantes da cultura portuguesa dos países seis volumes muito diferentes da cultura portuguesa, um instrumento precioso para a compreensão das raízes portuguesas. Jaime Cortesão, Miguel Torga, Jorge Dias, Aquilino Ribeiro, Reinaldo dos Santos, Teixeira de Pascoaes, Vitorino Nemésio, Ferreira de Castro, Egas Moniz, Rodrigues Miguéis, Afonso Lopes Vieira e António Sérgio são os autores de textos essenciais que mantêm a actualidade. E Proença: “Estas, além disso, não são porventura só um consolo, um descanso e um ensinamento; são, além disso, porventura encontrar, sobretudo, um dos melhores meiosgo e amor à medida.”

Refiro o Orientar como pequeno monumento pátrio, é para destacar a importância do conhecimento e da compreensão do património cultural, como realidade aberta e viva. Quando lemos Viagem a Portugal, de José Saramago, entende-se como este percurso tem subjacente o exemplo a saber por Raul Proença. “Ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já.” Eis o que está em causa. Se fomos mundo afora, temos de conhecer o que temos dentro. E quando hoje se exigir um esforço linear e determinado para uma luta econômica que o trabalho cultural foi eliminado pela crise pela pandemia, como a necessidade de uma ação linear capaz de lutar pelos objetivos de desenvolvimento sustentável atraso. Uma reforma que nossas demandas sejam assim educativas, profissionais, científicas, culturais e artísticas. Não medidas de avulsas ou de uma visão centrada no consumismo falado e no curto prazo. A qualidade na aprendizagem, a exigência e o rigor são mas importantes do que nunca. Só restabelecer e cuidarmos de atender os objetivos e os meios. E histórico Guia, António Sérgio notável a necessidade de fixação da fixação, reformando o organismo da produção.

A cultura no centro das nossas preocupações não é considerada como mero ornamento, mas como catalisador, palavra, como um incentivo ou um impulso criativo e numa concepção. E assim as artes e a investigação científica tornar-se-ão naturalmente complementar, tendo em vista a equidade, a eficiência e o progresso. Eis por que razão por exemplo o turismo cultural, pedagógico e científico e a mobilidade das pessoas devem ganhar em rigor e qualidade. Valorizamos a relação com o caso de Lourdes Castro que merece atenção especial. A sua obra e sua vida confundem-se, permitindo-nos compreender plenamente a amplitude dos conceitos de cultura e de património cultural. natureza e paisagem, como artes tradicionais, o artesanato, gastronomia, contemporâneos, pensadores e artistas. O turismo literário é apenas um exemplo e permite-nos usufruir do talento e sensibilidade dos nossos escritores. E como qualidades da natureza, do clima e das pessoas serão fatores de enriquecimento da qualidade de vida e da criatividade. Poderíamos falar de outros artistas e de outras artes, mas lembremo-nos de Eça de Queiroz, de Camilo Castelo Branco, de Guerra Junqueiro, de Teixeira de Pascoaes, de José Régio, de Fernando Pessoa, de Miguel Torga, de Aquilino Ribeiro, de Agustina Bessa-Luís, de Fernando Namora, de Orlando Ribeiro ou de Ruben A. – ao riqueza dos roteiros que podemos construir em torno da sua memória, das suas casas, numa integração natural, enriquecida pelo talento literário… O património cultural está vazio. Sejamos capazes de ligar com capacidade de ligação com essa capacidade de ser exigente, de modo a ser necessário e inércia.

Administrador Executivo da Fundação Calouste Gulbenkian

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