‘Tenho uma fuga, como uma terapia, uma dança. Aí, não tinha nada’

Intenso, forte e independente. Mas também vulnerável, frágil e impotente. Entre violas e baixos, Natália Deodato marcou o “Big Brother Brasil 21” com sua passagem pela casa. Ela deu o que falar dançando, bebendo, transando, brigando e defendendo suas opiniões, e, enquanto lutava pelo prêmio de R$ 1,5 milhão, foi conquistando fãs por suas qualidades e solidarizando o público com seus direitos. a colher os frutos de sua participação no reality, a mineira de Sabará, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte, de 22 anos, desde pequena ouvida que teria que correr atrás das oportunidades e trabalhar muito para conquistar o que queria. Foi uma ótima oportunidade para entrar no “BBB” apareceu. Mas a moça bem sabia que, assim como tudo em sua vida, passará por essa experiência não seria fácil.

— Para ser sincera, eu já imaginava que teria algumas adversidades lá dentro. Até porque sou uma mulher de personalidade forte. Então, já entrei com medo. Na verdade, o que me surpreendeu muito foi a minha permanência. Chegar ao top 8 fé incrível. Estou muito feliz com toda a minha voyageória. A cada semana, quebrei uma barreira, venci uma dificuldade. É muito difícil para muita gente ver uma mulher ou pontos que sabe o que quer e defende de vista, mesmo que possa estar errado de vista, mesmo que possa estar errado. O que me deixa feliz que já tem todo esse movimento antes de mim. Eu sou apenas mais uma para gritar e lutar. Tive o apoio de várias mulheres empoderadas, guerreiras, batalhadoras, o que realmente me fortalece cada vez mais — afirma a moça, que reflete sobre ser vista como um mulherão: — Um corpo sozinho não se faz. Também mostrei a minha postura, a minha forma de falar, para reagir. Isso sim me faz ser um mulherão.

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Agora, Natália já consegue analisar sua postura explosiva no programa. Seja o leite que está falando, apresentando uma banana no pó ou extravasando nas festas apresentadas durante a semana, ela e os sentimentos em vários conflitos com outros irmãos. Nat explicou que o reality potencializou ainda mais sua personalidade forte:

— A gente passou por muitas situações aqui fora que conseguem resolver, se sair, mas situação do jogo e bem da casa exibir cada vez mais os sentimentos. Muita coisa que aconteceu lá não acontece na real, como meus momentos de explosão de vida. Aqui, tenho muitas de escape, como meu trabalho, minha família, minha terapeuta, a dança… Lá, não tinha nada. Já sou intensa, confinamento minha intensidade se multiplicou por mil.

Natália Deodato, do “BBB 22” Foto: JuCoutinho

Além dos conflitos com outros participantes, Natália se viu em crise consigo mesma. Com tantos percalços na caminhada, ela ate duvidou de seu potencial.

— Entrei me sentindo uma mulher forte, independente, livre. Então, pela situação do jogo, fut me sentindo fraca e questionando meu valor. Agora que saí, vi o quantocar a minha visão de nós, me limite. Não sou só a Bad Nat, também tenho outras facetas (risos) — garante ela, que avalia sua participação no jogo: — Arrependimento é uma palavra muito forte, que não gosto de carregar. Mas, vendo de fora, eu teria mais cuidado com as minhas reações, com a forma que exponho as coisas quando estou com raiva, enfadada. Minha aproximação com Eli eu teria reduzido e limitado mais. A nossa relação me fragilizou bastante no jogo.

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Natália é aquela que acredita que o que acontece dentro do “BBB” fica dentro do “BBB”. Ela não pretende seguir o romance com Eliezer e já afirmou que está aberta para ser amiga dos irmãos com quem conviveuduringe os últimos meses. Principalmente como comadres, o grupo formado por ela, Jessilane e Linn da Quebrada. A mineira também não descarta uma aproximação com Maria, qu’fait expulso após bater com um balde em sua cabeça num dos jogos da discórdia:

— Eu já sabia que ia ser muito citado naquele jogo e já estava preparando meu psicológico (risos). Na hora, fiquei muito constrangida, com vergonha, triste. Mas me segurei e fiquei quieta, pensei que aguentaria porque já tinha passado por coisa pior na vida. Eu queria xingar, brigar, mas mantiver uma pose! Não tenho raiva nenhuma de Maria. Já passou, foi uma situação a que o jogo nos expos e eu intento. Creio que não foi por querer. Ela é uma pessoa maravilhosa, acredito que temos momentos de raiva na casa. E, mesmo se pit por querer, todo mundo erra e tem direito de errar. Se em qualquer momento ela quiser conversar, tem o meu contato e será acolhida por mim. Eu tenho identificação com vários pontos da voyageória de vida dela. É uma mulher que considera muito forte, guerreira, trabalhadora. Desejo o melhor para Maria.

Natalia Deodato, faça
Natália Deodato, do “BBB 22” Foto: JuCoutinho

Vivendo agora a rotina de uma celebridade, Natália está se acostumando com a correria e sua nova realidade. Segundo ela, a primeira coisa que fez ao sair da casa foi marcar uma consulta com seu terapeuta:

— No dia seguinte, já estava fazendo. É necessário ter uma ajuda psicológica mesmo para digerir tudo. Para mim principalmente, porque foi uma mudança muito drástica. Agora é outra vida, apesar de eu ter os mesmos valores. Quando saí da casa, não quis me poupar de nada, quis saber, ver, ler tudo. Tiveram vários comentários racistas, pejorativos, discursos de ódio. Saber das coisas que aconteceram aqui fora da fé muito forte para mim. Mas prefiro me apegar às coisas boas do que às ruínas. Gente muita me abraçou.

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Logo depois que saiu da casa, Natália soube do convite da Beija-Flor para estrear na Sapucaí, o que era um sonho assim como ser modelo e atriz. A mineira, que agora pensa em morar no Rio por causa dos futuros trabalhos, conta que nunca deixou essa vandade de lado, apenas teve que mudar um pouco a rota por falta de dinheiro para investir em seus desejos. Aqui fora, ela chegou a ser apelidada de Barbie Profissões devido às mais diversas funções que já atuou para correr de uma vida melhor.

— Mudei um pouco o planejamento, mas nunca o meu sonho. Sempre que consegui chegar a uma estabilidade e investiria na minha carreira para chegar onde sempre. Isso nunca saiu da minha mente. Já tenho planos em andamento. Mas tem que esperar a surpresa porque não posso dar spoiler — brinca ela, que se diverte ao lembrar sua voyageória profissional ate virar ex-BBB: — Nossa, é mais fácil com o que eu nuncai (risos)! Fiz um pouco de tudo. Para ter noção, fugi até auxiliar de marcenaria, com uns 13 anos. Carregava madeira para tudo quanto é lado, aparafusava os guarda-roupas. Sempre gostei da minha liberdade e planejei dar uma qualidade de vida melhor para minha família. Ouvi dizer que só conseguiria com trabalho e esforço. Nada cai do céu, nasceu? Então, sempre corri atrás.

A menina Natália

Natália também tem um lado menina?

O tempo inteiro. Eu sou menina crescida, precoce. Sou meninona em relação a carinho. Eu sou muito carinhosa, sou muito brincalhona. Sou gritado às vezes até no meu jeito de dançar, de zuar. Sou uma menina que passou por muitas coisas hoje ser a mulher que se tornou poder.

Tem alguma boneca ou coisas da infância?

Não tenho mais nada, infelizmente já dei tudo!

Qual é seu sonho de menina?

Meu sonho quando era pequena era ser atriz e modelo. Desde os meus 5 anos, eu tinha um saltinho da Xuxa azul com glitter que tinha cheiro, com uma roupinha de crochê azul e branca da feira da Afonso Pena de Belo Horizonte. E hoje estou representando a Beija-Flor (risos)! Sempre quis ser modelo, sempre gostei muito de teatro. Eu estou encenando dentro de casa.

Natalia ‘está careca’

O que é um balde de água fria pra você?

A falta de amor. É o maior balde de água fria, o resto a gente contorna. Expectativa, por mais que seja frustrada, uma hora a gente supera. Dinheiro vai e vem, amigos podem nosr, quanto a isso sou muito bem resolvido. Propagar o ódio também é terrível. Não me molha, mas me atinge, me fere, me machuca. A gente dá o que a gente tem. Metade de mim é amor, a além da metade também.

Quando você caiu o balde?

Chuto o balde para pessoas que gostam de se ver dos outros. Chuto com carinho!

Vê o ‘balde’ meio cheio ou meio vazio?

meio vejo cheio. Sempre tento ver o lado positivo das coisas, o melhor. Quando imaginar que ela é meio vazio, você compartilhará o joelho no chão, orar, e Deus vai preencher esse balde. Temos que focar no lado bom. Existem ruínas, falhas ativas na minha travessia, mas eu prefiro me apegar ao que foi bom.

Quando criança toma banho de balde?

Não, mulher, eu gostava de mangueira (risos)!

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