Saiba como tela de Tarsila criada após viagem na Rússia pode valer R$ 90 milhões – 03/03/2022 – Ilustrada

Até 1929, Tarsila do Amaral era uma mulher de família aristocrática que vivia entre o Brasil e Paris e looks ostentava do estilista frances Paul Poiret. Tudo mudou com uma crise daquele ano de quebra da Bolsa de Nova York — sua família perde a fazenda, ela casa novamente de pois da separação de Oswald de Andrade e viaja à Rússia.

Segundo Paulo Kuczynski, que exibe um quadro raro feito após essa viagem em sua galeria, o olhar dela para o mundo muda nesse período. Tarsila despede da fase antropofágica de sua produção e entra para a social.

A obra “Segunda Classe”, feita no mesmo ano da emblemática “Operários”, em 1933, estava em coleção privada e foi vista poucas vezes pelo público. Agora, a tela está à venda —o valor é estimado em R$ 90 milhões.

As últimas duas grandes vendas de obras de Tarsila foram “A Lua”, comprada pelo MoMA, ou Museu de Arte Moderna de Nova Yorke “A Caipirinha”, vendido por R$ 57 milhões em 2020.

A transação cifrada por pessoas 1 “A Lua” tem valores confirmados mas não confirmados à é valores, de US$ 20 milhões, aproximadamente R$ 20 milhões, não confirmado da realidade distante.

Paulo Kuczynski expôs “Segunda Classe” em seu Escritório de Arte, em São Paulo, juntamente com “Paisagem com Dois Porquinhos”, obra de 1929 endossada em R$ 45 milhões que tem como núcleos vibrantes da fase antropofágica da artista. Nela, as formas ainda são exuberantes e fartas, distante dos rostos lânguidos de “Segunda Classe”.

As duas pinturas juntas, para ele, mostram “uma despedida dela de um mundo para outro” —a de uma senhora fazendeira para o lado do povo.

É uma mostra de duas obras apenas e que encontrou textos de nomes como Paulo Vencio Filho, Aracy Amaral, Regina Teixeira de BarrosJuan Manuel Bonet e Jorge Schwartz para um catálogo.

O esforço para organizar um material desse porte em torno de duas telas se justifica pela raridade de encontrar quadros do artista para comprar. “Não existe obras dela à venda no mercado nunca, eo que é importante da Tarsila foi feito em 1924 e anos 1930.” Ou seja, num espaço que não chega a duas décadas.

Segundo o galerista já há compradores interessados ​​na “Segunda Classe”. Essa compra faz parte de um interesse do mercado por obras que retratem pessoas contratadas, segundo de pinturas feitas por mulheres, Kuczynski.

De acordo com ele, Tarsila inclusive é pioneira em fazer o retrato das classes marginalizadas no Brasil, e traz esse tema para as artes visuais antes mesmo de nomes emblemáticos como Cândido Portinari.

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