Rua do Medo | Por que os livros são adorados e vão ganhar filmes na Netflix?

Aqui no Brasil, Rua do Medo ainda não é tão conhecida quanto a outra série de livros de RL Stine, Arrepio, que teve livros, séries, jogos e filmes amplamente distribuídos. Em outros lugares, no entanto, Rua do Medo (no original em inglês) uma popularidade enorme e chegada da Trilogia Rua do Medo (1994, 1978 e 1666) em netflix não é menos que especial. Enquanto os livros têm classificação livre e são indicados para todas as idades, o filme será R Rated nos EUA, chegando por aqui com classificação “para maiores de 18 anos”.

Claro que a Netflix tem interesse em conquistar novos fãs para a francquia e, por isso, não deve ser necessário conhecer os livros para apreciar os filmes. Por outro lado, a mudança de classificação indica que a adaptação, assim como a franquia Harry Pottercresceu com os fãs e quer entregar uma obra que agrade os adultos que, outrora, eram crianças leitoras de RL Stine.

Assim, uma plataforma de streaming com forte chance de unir um público muito diversificado, atraindo também os fãs da sua série original Coisas estranhas com destaque de atores-mirins muito queridos da arte pública contemporânea como Sadie Sink, que interpretou Max Mayfield em uma fantástica série teen.

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Para ouvir a importância da trilogia Rua do MedoTrouxemos algumas informações para atualizar quem não conhece o autor, os livros ou para quem simplesmente quer saber que de terror (parece) ser este.

Parece lixo, nasceu? Mas só parece. (Imagem: Reprodução/Netflix)

Como é a obra de RL Stine?

Quando a fantasia fica sombria e imagina como as situações que provoca medo através da arte encontrada, o terror. Este, no entanto, é um gênero bastante diverso e, apesar de ter obras polêmicas, complexo e muito assustadoras, também é um genero bastante pedagógico e tem sido utilizado há séculos para ditar a moral e os bon costumes (?) padrões. Era ainda se esperar, claro, que ainda não tem terror para crianças, com obras que também ajudam dos pequenos a saciar a curiosidade O Exorcista.

Os livros de RL Stine são uma mistura de terror e comédia, um arir equilibrado para que as crianças possam ter forma pela montanha-russa de emoções do terror de uma marca mais. Como o próprio autor explica em vislumbrou, mesmo quando os editores o incentivam a ser mais lendário, ele evita seguir por esse caminho porque não quer assustar as crianças. Não de verdade, só um pouquinho.

“Meu primeiro romance de terror para adolescentes se chamava Blind Date. Eu nunca tinha escrito um. Nunca planejei escrever terror. […] Fiz visitas depois e escolas: ‘Por quê? Por que vocês gostam desses livros?’ E toas as vezes as crianças diziam: ‘Gostamos de ficar com medo’. E eu tenho sido desde então”.

Caixa “Coleção Rua do Medo” com os livros “O Encontro Perfeito”, “Admirador Secreto” e “Fugindo” (Imagem: Reprodução/Simon & Schuster)

A preocupação com esse público especialmente demandee que é o trabalho infantil Stine, profundamente a obra RL, mas o autor desses contatos e trocas com os leitores com bons olhos. Na mesma entrevista, ele comenta sobre uma vez em que cruzou o limite e lançou um final infeliz:

Sim. Um final infeliz, o que nunca faço. Por que você escreveu aquilo?’ Eu iria fazer visitas escolares por meses e as mãos iriam sofrer. ‘Por que você escreveu aquele livro…?’ Eles odiaram E essas crianças escreveram e disseram sequência, ‘Você vai escrever uma história?’ Eles não aceitaram um final infeliz, então escrevi uma sequência para terminar a história.

O terror de RL Stine e cativante justamente por ser seguro e divertido. Durante a entrevista surge e conclusão também entregue pelo diálogo é de que as crianças viverão o medo, o tema suspense, mas querem, como uma espécie de exigência, se sentem seguros no final. E por isso que, nossos livros, não há “maldades” reais. As ameaças são sempre fictícias.

Imagem: Reprodução/Netflix

Ela explicou que se diverte fazendo os livros e que é uma condição pessoal sua de rir ao ler ou atender suas histórias de terror. É com esse mesmo espírito que ele escreve suas séries de livros, mas o fato de ser um terrir não diminui o valor dos livros. Ó sucessor de Arrepio e Rua do Medo Tem a ver com o intuito e o poder de escapismo e como possibilidades de auxílio pedagógico e psicológico da obra, que o autor não escreva com esse propósito, conforme também explicado:

Estava conversando com um psicólogo infantil em Los Angeles uma vez e ele disse que tinha uma paciente, uma garota que era uma criança com muitos medos, e ela entrava e simplesmente recitava os enredos dos livros de Rua do Medo. ajudando ela a superar esses medos.Mas não sei, não penso nisso”.

O autor também desmistificou a ideia de que os livros devem conter histórias que precisam ser “vir do coração” e defender uma ideia de um terror que entretém sem grandes pretensões, discussão que também foi levantada pelo personagem de Jordan Peele no último episódio da primeira temporada de Além da Imaginaçãoduas formas de convergência de terror completamente diferentes.

“Quando os autores vão às escolas e dizem às crianças ‘Escreva com seu coração’, essas crianças nunca mais vão escrever! Eu digo para as crianças: ‘Já escrevi 330 livros, veio do meu coração. Nem um sequer! escritos para entreter o público.

Imagem: Reprodução/Netflix

E os filmes?

O cineasta estadunidense Leigh Janiak estreou com o terror Lua de melque contava com Rose Leslie como protagonista em 2014, mesmo ano em que acabou uma série A Guerra dos Tronos, na qual interpretou a nortenha Ygritte. Na sequência, uma diretora que dirige a série das séries Exilado (2016-2017), Pânico (2015-2019) e Pânico (2021-). Em 2021, ela metendo o pé na porta com a trilogia que tem cara de que pode sedimentar o adolescente terror e jovem adulto da Netflix como uma corrente do terror que merece capítulos nos próximos livros de cinema — embora nada possa acontecer história; só o tempo revelará o impacto da trilogia.

Os filmes da Netflix chegam com um conteúdo adulto, contrariando quem estava esperando uma adaptação nos moldes de Arrepios: Monstros e Arrepios. Nos EUA, os filmes foram classificados como +18 por forte violência sangrenta, conteúdo de drogas, linguagem, conteúdo sexual, terror violento e sangrento, nudez e uso de drogas. Na versão brasileira da Netflix, as três partes já têm suas páginas de destinoonda podemos ler que 1994 – Parte 1 e 1666 – Parte 3 foram classificados como arrepiantes, legendados e irreverentes, enquanto 1978 – Parte 2 é arrepiante, sangrento e para horrorizar.

Imagem: Reprodução/Netflix

O trailer nos mostra que a trilogia está toda elaborada nas referências e, para os novos fãs do cinema de terror, deve servir como resumo para quem ainda não foi introduzido aos títulos mais canônicos do gênero. Para quem já conhece, os filmes devem ganhar novas camadas de diversão, com as três partes que podem ser revisitadas para detectar todas aquelas coisas que fazem parte do “culto” ao filme de terror: ouvir as entrelinhas, buscar as referências, encontrar os ovos de Páscoa

Com a trilogia, a Netflix pode mostrar que seu terror está para o cinema assim como a obra de RL Stine está para o infanto-juvenil: obras que prioritariamente são um entretenimento, mas que nem por isso abrem a mão de serem pensadas especialmente para o apenas público. Um mutualismo artístico perfeito. Só falta vermos se vai dar certo.

Até o momento, muito do conteúdo da Trilogia Rua do Medo sendo mais informações mantidas em segredo, mas em breve devem ser divulgadas conforme o evento vai se déenvolvendo ao longo de semanas: Rua do Medo: 1994 – Parte 1 Netflix em 2 de julho na estreia e será seguido por Rua do Medo: 1978 – Parte 2 em 9 de julho e Rua do Medo: 1666 – Parte 3 em 16 de julho.

Com informações: Geração

Derretendo: Geração

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