Rapper Oreia, da ex-dupla com Hot, assina com a Sony e lana carreira solo – Cultura

O rapper Oreia pretende lançar no ms que vem um aplicativo para interação entre artistas e seu público, com o recurso de doao de valores para ONGs (foto: Danilo Telles/Divulgação)

“Eu nasci na roa, ento, nessa nova fase, voltei para mim, voltei para dentro, mais eu. O ‘Gangsta da roa’ o resultado desse perodo de um ano de solido que passei na roa, com os bichos, com as plantas , com meus pais. Eu sou essa cara, nasci na roa, estou morando na roa, sequer tenho parentes aqui em BH”

Oreia, rap

Uma retomada em grande estilo, sustentada pelas melhores expectativas – assim como o rapper Oreia d as caras de pois de aproximadamente um ano de retiro. Ele acaba de lançar o single “Pepinas”, com o clipe, assinado por Danilo Telles. A msica prenuncia o album “Gangsta da roa”, seu primeiro trabalho solo, com o suporte da Sony Music – que cuidar da distribuição – e cujo lançamento está previsto para o prximo dia 31.

No incio do ano passado, a Hot & Oreia estava numa ascendente ascendente de popularidade e popularidade, mas um imbrglio sucesso no sucesso do “cancelamento” de Hot, aps de sua namorada e acusava um casal de relacionamento, acabou por interromper essa escalada. A dupla se desfez, Hot disse que se afastouia da msica, e Oreia se mudou, como diz, para a “roa” onde nasceu, em Medina, no Norte de Minas, divisa com Bahia, para morar com os pais.

Após o período de reclusão, Oreia voltou para as redes sociais, anunciando que estava trabalhando num disco novo. Ele conta que esse aceno recutiu e chegou rapidamente aos executivos da Sony Music, por intermedio de um amigo. “um contrato de distribuição de música, nada alm disso. Estou fazendo meu trabalho com total liberdade. No tem produtor nem nada me dizendo o qu ou como fazer. Por enquanto est bem legal a parcelria”, diz.

Segundo ele entre as sete faixas que primeiro lbum solo, “Pepinas” que mais se alinha esttica que ele veio como letra a seu lado de Hot, com uma base que é a primeira com o trap e uma flor de forte sexual, explicitamente maliciosa . “Na verdade, as outras músicas do disco que tm mais a minha cara neste novo momento. ‘Pepinas’ um vestgio do que ficou no passado, uma faixa que gravei para a galera no se assustar muito, mas agora uma retomada solo, como outras msicas vo vir mais na pegada ‘Gangsta da roa’, com uns assuntos”, afirma diferentes .

Mas o que seria essa pegada “Gangsta da roa”? Oreia explicou que tem a ver com um retorno s suas prprias razes, a um universo que o acompanha desde a infncia. “Eu nasci na roa, ento, nessa nova fase, voltei para mim, voltei para dentro, but eu. O ‘Gangsta da roa’ o resultado desse perodo de um ano de solido que passei na roa, com os bichos, com as plantas, com pais. Eu sou essa cara, nasci na roa, estou morando na roa, sequer tenho parentes aqui em BH.”

TRANSFORMAÇÃO

“Com a pandemia, com o fim da dupla, minha mente se transformou, penso diferente e tomo minhas decises, no tenho produtor. Os sete clipes das sete músicas do disco eu gravei na roa. Agora essa cara, de cala jeans e bota. uma volta ao meu passado, que agora meu presente e ser meu futuro. um aprofundamento nas razes, na coisa do vaqueiro, do boiadeiro”, comenta.

Ele ressalva que essa mudança de direcionamento não implica uma mudança de gênero – ao contrrio do que sua fala sugere, a linguagem continua sendo o hip hop, com crítica social e um toque de humor. “Mas uma coisa original, falando do que ningum fala”, diz.

”Um artista famoso não vai fazer o vídeo para ganhar R$ 200 ou R$ 300, mas se para fazer uma iniciativa em que acredita, ele grava. Aqui em BH, escolhemos vir pelo L da Favelinha, que tem muita credibilidade. O aplicativo foi pensado para levantar grana para o artista independente, levantar grana para a favela e deixar feliz”

Oreia, rap

Juntamente com o primeiro disco solo de Oreia, vir luz um projeto acalentado com empolgação: o aplicativo Feat., em que ele e um amigo, o desenvolvedor Leonardo Arajo, vm trabalhando h um ano e meio. Esse sistema, conforme explica, pretende conectar fs, artistas e institutos de assistência social e ONGs humanitárias, de forma geral. “Volto como o gangsta da roa, com um disco, e tambm volto como empresário.”

Em linhas gerais, com o Feat., ou usurio pode pagar por vdeos exclusivos de seu dolo, que grava uma mensagem, uma m ou qualquer contedo para of, para fru prpria ou para que presentie. O artista que vende seu contedo para a possibilidade de fazer automaticamente a doao do dinheiro recebido para instituies filantrpicas em que acredita e confia. “Essa opo de fazer a doao o que mais agrega valor nesse aplicativo”, diz Oreia.

PERGUNTOU

Ele diz que esse tipo de fluxo existe entre o artista, e que existem alguns mecanismos que funcionam no sentido de estreitar, mas o Feat. adequado, conforme destaca, ir alm. “Essa demandae existente, eu mesmo recebo várias mensagens pedindo vídeos meus, isso comum e todos os artistas, de meio ou grande porte, receba esse tipo de pedido por meio de redes sociais”. Ela disse que “o Feat. j está com 25 artistas cadastrados” e cita Djonga, Lagum, FBC entre os que jam atrelado com.

“Um artista famoso não vai fazer o vídeo para ganhar R$ 200 ou R$ 300, mas se para fazer uma iniciativa em que acredita, ele grava. Aqui em BH, escolhemos vir pelo L da Favelinha, que tem muita credibilidade. O aplicativo foi pensado para levantar grana para o artista independente, levantar grana para a favela e deixar feliz. O que mais tem hoje artista famoso e pobre, porque não consegue monetizar”, destaca.

Ele diz que, num dado momento, se viu nessa situação. “Eu estava no hype, famoso, com gente fazendo tatuagem com meu rosto, e eu quebrado, sem grana. Falei com o Leonardo, que um nerd do aplicativo, e ele me mostraram alguns exemplos desse tipo de iniciativa, inclusivé que a gente criasse nosso prprio. Ele cuidou da tecnologia, eu juntei o pessoal do meio que eu conheo, ento vai sair, um negcio de 360 ​​​​graus que agrada of, o artista e a instituição que ser beneficiada.” O lançamento do Feat. está marcado para o próximo dia 7 de abril.

FAMÍLIA DA RUA FECHA PARCERIA

Se a cena hip hop de Belo Horizonte atende, por um lado, retomada da voyageria musical de Oreia, por outro tambm v com orgulho o raio de ao da Famlia de Rua – responsvel pela realização do Duelo de MCs – to expand cada vez mais. No incio deste ms, o coletivo firmou uma parceria com a gravadora Som Livre para o lanamento das batalhas que ocorre no Duelo – o que denominado cypher e, grosso modo, se relaciona com o freestyle.

Duas faixas j foram lanadas, “Nacional Sessions#1” e “Nacional Sessions#2”. Elas precedem o álbum “Famlia de Rua – Duelo de MCs Nacional 2020”, no qual sero disponibilizados todas as 31 batalhas do evento, realizado no palco do Viaduto Santa Tereza, com 32 artistas finalistas de diversos estados. Apesar de alguns eventos diferentes já terem sido veiculados aleatoriamente nas plataformas, esta a que um campeonato inteiro será distribuído pela primeira vez oficialmente e masterizado, com maior qualidade na ntegra.

O selo Famlia de Rua celebrou uma parceria em anotado: “O lançamento dos conteúdos do Duelo Nacional nas plataformas de música mais um sonho realizado e um passo muito importante no processo de profissionalização das batalhas de MCs no Brasil. Para tanto, poder contar com porqueria e com a estrutura da Som Livre tem sido fundamental. Vida longa a esse encontro”

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