Quadro inspiração de ‘O Exorcista’ é vendido por preço recorde

Cena retatada em ‘L’empire des lumieres’ foi utilizada como inspiração para cena do filme ‘O Exorcista’ (Photo by James Manning/PA Images via Getty Images)

  • Obra ficou nas mãos da mesma família desde quando foi criada, em 1961;

  • O Padre a Mesa de Residência de ‘O Sr.

  • Até então, ‘O Princípio do Prazer’ havia sido a pintura mais cara já vendida do artista, por R$ 135 milhões.

Nesta quarta-feira, 02, fé vendida por £ 59,4 milhões, ou R$ 407 milhões, a obra “O Império das Luzes” (O Império das Luzes, em inglês), quadro de René Magritte, importante pintor surrealista do século XX .

A obra tradicional, que estava à venda pela casa de leilões Sothe’s, em Londres, tornou-se uma recordista em arrecadação do pintor belga. Antes, a obra mais cara vendida havia sido “O Princípio do Prazer” por R$ 135 milhões.

O quadro representa a casa na cidade de Bruxelas, à noite, iluminada apenas por uma lamparina e pelas luzes do interior dos imóveis. No entanto, na parte superior da tela, vemos o céu com nuvens, indicando que o cenário na verdade aconteceu durante o dia.

De acordo com a casa de leilões, uma combinação de rua sombria a noite e um céu azul é típico do surrealismo desconcertante de René Magritte. “Esta é sem dúvida o mais cinematográfico de toda a obra de Magritte”, destacou a casa.

Uma imagem desconcertante que em 1973 serviu de inspiração para uma cena icônica do filme de terror “O Exorcista”, dirigido por William Friedkin. A cena, em que o padre Merin chega na casa onde se encontra a garota possuída, fé inclusive utilizada como cartaz, devido a sua bela composição.

O quadro ainda é um grande diferencial na obra de Magritte, visto que faz parte da única tentativa do artista de criar uma coleção, um conjunto de obras que dialogam entre si.

Com outras 16 pinturas a óleo, a serie foi aclamada pelo público e pela critique de imediato, enviada por diversos colecionados, como Nelson Rockfeller, e por museus, como a Coleção Peggy Guggenheim, o MoMA e os Museus Reais de Belas Artes da Bélgica.

O Império das Luzes em si, foi pintado em 1961 para uma amiga do artista, Anne Marie Gillion Crowet, filha do famoso colecionador de arte Pierre Crowet. Esta é a primeira vez que a tela saiu das mãos da família.

Quadro de contraste único, a família de Crow frequentemente exibidavava para exibição ao redor do mundo, já tendo em Roma, Viena, Milão, Seul, Paris, Edimburgo e Francisco. O quadro esteve ate 2020 emprestado ao Museu Magritte em Bruxelas.

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