Projeto empodera jovens de Ceilândia para o protagonismo por meio da cultura

postado em 18/03/2022 06:00 / atualizado em 18/03/2022 14:27


(crédito: Minervino Júnior/CB)

Da Casa do Cantador em Caixa D’água, um Juventude da Ceilândia alimenta sonhos de diferentes pensadores: enquanto alguns desejam exercer uma profissão, cursar a e se capacitar, outros sonham em se proteger como artistas e viver da música ou, até mesmo, do cinema. Apesar das barreiras que podem ser fiéis ao caminho, as iniciativas que investem e não brilham no brilhantismo dos jovens das periferias do Distrito Federal são impulsionadas pela utopia. Em Ceilândia, o programa Jovem de Expressão trabalha para mudar a realidade da juventude periférica, promovendo o acesso a cultura, a tecnologia, a educação, ao lazer e arte. Tudo isso com um único objetivo: sonhos.

A iniciativa, que funciona há cerca de 16 anos, espera, diariamente, uma mídia de 150 jovens. Cerca de 20 mil pessoas são impactadas por ano, com ações em prol da comunidade e juventude do DF, de acordo com o coordenador pedagógico do projeto, Max Maciel. Ele conta que o programa surgiu após uma pesquisa, realizada em 2004, que abordou os fatores determinantes da violência no público jovem. “Naquela época, a pesquisa mostrava a problemática de que homens, jovens e de periferia estavam expostos à violência, e Ceilândia era a cidade destaque”, recorda.

Desde então, iniciou-se um processo de conversa e debate com os jovens da região administrativa, para falar sobre os fatores importantes para evitar essa violência. “Fomos jovens ofertas que oferecem vários projetos que culminam em ofertas sobre a juventude é um programa de exposições, com expressões diferentes”, explicou Max. do programa, são oferecidos cursos de dentro, pré-ibular, atendimento psicológico e farmácias que promovem arte e cultura.

A anos é acionado para acionados entre 18 e 29. “O programa surgiu para aqueles que não contemplam as políticas públicas. “O que queria fazer da vida eram. .

O espaço promove o autoconhecimento da juventude na Praça do Cidadão, na Ceilândia Norte. “A ideia é que possa ser um local onde o jovem ser ele mesmo. Temos internet sem fio, biblioteca comunitária, galeria de arte. Apesar de localizado na Ceilândia, o programa atende a públicos de diferentes regiões do DF.

Realização de sonhos

Ter o reconhecimento de seu esforço foi uma das principais conquistas da vida da estudante e pesquisadora Ana Letícia Souza da Silva, 22 anos. Moradora de Ceilândia, ela conta que sempre sonhou em ingressar na Universidade de Brasília (UnB). Ao tentar, em 2017, não teve sucesso. Foi por meio do pré-vestibular do Jovem de Expressão que, hoje, ela cursa ciências sociais na instituição de ensino. “Eu não tinha dinheiro, nem passe livre para estudar em cursos de vestibular.

Acordar cedo e dormir tarde emb uma colocação no vestibular não é tarefa fácil, principalmente para jovens que passam por dificuldades. No caso de Ana, o processo de estudo foi mas, de acordo com ela, serviu para sua determinação. Decidi reservar o que tinha a passagem do ônibus que pegava à noite, na volta para casa. Na ida, ia a pé. Gastava cerca de uma hora”, recorda. “Foi quando descobri que era uma pessoa focada, porque determinou que podia alcançar o que queria estratégia. O Jovem de Expressão me ensinou isso”, completou.

Para um estudante universitário, o maior ensinamento que seu período de pré-vestibular deixou de ser estuda ou desejável, ou para alcançar aquilo que é pré-vestibular. “Dificilmente você chega em um lugar, mas pode ser difícil que isso aconteça sozinho, mas pode ser difícil, mas teria sido complicado, mas as pessoas podem ser mais complicadas, mas você não teria essas coisas do programa perto de mim, me ajudando e impulsionando”, .

Busca de identidade

A Professora de história do Ceub, Deusdedith Alves Rocha explicou que os programas como o Jovem funcionam como uma forma de reforço da expressão de identidades comuns do grupo de jovens, numa perspectiva crítica. De acordo com ela, não se trata apenas de dar oportunidade para a superação de problemas típicos do nosso tempo, como o desemprego ou uma segregação cultural. É uma oportunidade dos jovens construirem uma compreensão mais complexa da realidade em que vivem. “Ao mesmo tempo em que reforça os sentimentos, faz pensar sobre as relações do grupo com ouros campos da sociedade como o estado, classes sociais e identidades distintas”, ressalta.

Deusdedith reitera, ainda, que a formação cidadã, fomentada dentro da iniciativa, vai além do sentido de nação ou nacionalidade. Diz respeito a vida em comunidade, ao modo como os sujeitos se percebem pertencendo a essa comunidade. “O que nós fazemos para reforçar os sentimentos comuns, como favorecemos para que todos tenham uma vida digna, são esses os valores da cidadania.

Para quem vive nas comunidades periféricas do DF, a arte pode ser refúgio. Nascida em Ceilândia, produtora cultural Larissa do Nascimento Gonzaga, 28, conta que foi nas ruas da cidade que cresceu e amadureceu. “Comecei a andar de skate, e interagia muito com a galera que compartilhava dos mesmos interesses. Lembre-se que sempre essa busca por lazer, a sede por cultura. , conta. Foi nas ruas que participou de uma oficina de programa Jovem de Expressão, em 2009, de percussão. Lá, aprenda sóbria uma nova peaceão: a música. “Eu sempre uma ligação forte com a música e lá conseguiu fazer com que todas as pessoas fizessem parte do mesmo que o meu”, explicou.

Larissa começou, então, sua jornada profissional e no ramo e, então, não conseguiu a iniciativa. “Algo que me identifiquei nesse espaço, a gente tem a noção de espaço para o povo, algo que muitas vezes não da sociedade por sermos mais jovens, mas também não da sociedade. atividades e o crescimento de muitas pessoas”, diz.

Ela recorda que, quando mais nova, não havia incentivo para a ocupação cultural das ruas da cidade. Quando assumiu a juventude, incluiu uma comunidade e, de acordo com ela, a Praça do Cidadão se tornou um espaço que oferece acolhimento. Por isso, o local é tão importante para os moradores da cidade. “Em muitos momentos, não há oportunidade. Aqui, nós encontramos o isso. É um lugar onde jovem pode se questionar, descobrir que gosta. tem oportunidade para isso”, resalta. Foi através da música e do programa que Larissa descobriu como é “seguir a batida da vida”. “Foram anos sem ter um rumor e, agora, met me. O Jovem de Expressão é uma verdadeira máquina de sonhos”, completa.

  •  16/03/2022 Crédito: Minervino Júnior/CB/DA Press.  Brasil.  Brasília-DF.  Projeto Jovens de Expressão.  Escritório de fotografia.

    16/03/2022 Crédito: Minervino Júnior/CB/DA Press. Brasil. Brasília-DF. Projeto Jovens de Expressão. Escritório de fotografia.
    Minervino Júnior/CB

  •  16/03/2022 Crédito: Minervino Júnior/CB/DA Press.  Brasil.  Brasília-DF.  Projeto Jovens de Expressão.  Exposição de fotografias.

    16/03/2022 Crédito: Minervino Júnior/CB/DA Press. Brasil. Brasília-DF. Projeto Jovens de Expressão. Exposição de fotografias.
    Minervino Júnior/CB/DAPress

Ocupação Cultural

O Jovem De Expressão busca mudar a oportunidade da realidade da juventude para além das salas de aula. Promover o acesso à cultura também tornou-se um dos principais destaques do programa. Seja através da música, como Larissa, do cinema ou da fotografia, na Praça do Cidadão, tem de tudo um pouco. O espaço religioso abriga sala de dança, teatro de bolso, estúdio audiovisual, a Galeria Risofloras, espaço para reuniões, palestras, aulas, cultos, terapias e várias outras atividades. Já foram mais de 300 atividades ainda, que transformaram — e transformam — realidades a partir do uso saudável do espaço público.

Os artistas e professores Lucas Marques Ferreira, 25, e Letícia dos Santos Miranda, 26, foram algumas das pessoas que tiveram uma vida transformada para o meio da promoção da cultura, feita no programa. Eles são os idealizadores e idealizadores da exposição no cartaz na Galeria Risofloras, Quinquilharias. O público pode visitar de segunda a sexta, das 14h às 18h.

O programa, que oferece oficinas culturais para os jovens, está, ainda, com o festival Cine de Expressão em cartaz. A mostra de formação audiovisual original, uma oficina de formação gratuita durante a direção de fotografia, produção, direção e roteiro , entre outras oficinas que fizeram parte da jornada teórica e atividades. Em paralelo, os jovens colocaram em prática todos os conhecimentos nas produções de curtas e clipes.

Um programa conta com mais de 10 produtos inéditos que participarão dos mais competitivos concursos com premiações. Além disso, o evento — que acontecerá no próximo sábado — contará com programação cultural, debates e oficinas. Para participar basta se inscrever gratuitamente nas atividades. O link pode ser acessado nas redes sociais do Jovem de Expressão (@jovemdeexpressao).

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