Paulo Guedes afirmou que nunca quis taxar livros | Economia

Ó Ministro da Economia, Paulo Guedesafirmou nesta quarta-feira que nunca definirá a tributação sobre livros, apesar de uma proposta de reforma tributária, enviada pelo governo Bolsonaro ao Congresso no passado, prepare-se para cobrança.

Atualmente, os livros estão isentos da cobrança de impostos e tributos.

A declaração surge após a Receita Federal ter publicado, no começo de abril, um documento para tirar dúvidas sobre a primeira parte da proposta de reforma tributária do governo. No texto, a Receita afirma que os livros didáticos não podem ser taxados porque são consumidos pelos brasileiros mais pobres.

NO proposta do governo prevê a unificação dos impostos financeiros PIS e Cofins e, em nenhum lugar, a criação de um novo tributo sobre consumo chamado Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

A alíquota proposta para a CBS é única, de 12%, inclusive para livros, que hoje são imunes à cobrança de impostos. O texto ainda não foi apreciado pelo Congresso.

Assistiu abaixo a reportagem de outubro de 2020 que fala de campanha contra a homenagem de livros.

Campanha contra taxação de livros reune 1 milhão de assinaturas

Guedes diz que uma ideia pode ter sido apontada por Vanessa Canado, sua ex-assessor especial para assuntos tributáriosmas num contexto do imposto sobre valor adicionado (IVA), que está sendo estudado pelo governo.

“Nós fizemos uma avaliação conosco [Vanessa Canado] que conhece muito bem os impostos sobre o valor adicionado, que existe na Europa inteira e avaliando a implementação aqui e vamos propor [na reforma tributária]. Nessa propôs, eu ouvi dizer que alguém disse que ela estava taxando livros, e ela respondeu não. Nós não estamos taxando livros, estamos taxando valor adicionado. Foi um debate que ela teria aqui, teria sido acusada de taxar livros”, o deputado explicou o ministro durante a audiência na audiência.

“É possível que na defesa do IVA ela tenha aqui que é para geral, nesse contexto. Eu nunca isso falei”, reforçou o ministro. “São aquelas coisas que saem do controle”, reclamou.

Guedes também declarou que, “vira e mexe” ele soltando alguma “expressão infeliz” que é “retirada de contexto”. Segundo ele, tudo o que ele diz é “deformado”.

Na semana passada, o ministro disse, Durante uma reunião que ele não sabia que estava sendo informado, que os chineses “inventaram” o coronavíruse que a vacina do país para impedir o avanço da doença é “menos” do que o imunizante da Pfizer, dos Estados Unidos.

O ministro da Economia, na mesma reunião, disse que o Fies, programa federal para estudantes de baixa renda financiar mensalidades do ensino superior, é “bolsa para todo mundo” e “um desastre”. De forma anedótica, ele diga que “filho do porteiro do projeto” tirou zero em todas as provas e conseguiu financiamento.

Paulo Guedes criticou o Fies e diz que filho de porteiro 'tirou zero na prova' e conseguiu

Paulo Guedes criticou o Fies e diz que filho de porteiro ‘tirou zero na prova’ e conseguiu

“A política está cegando como pessoas, está tudo sendo ideologizado, transformado em ódio, é muito ruim. Impedir que a gente consiga interagir para chegar a uma solução melhor”, diz Guedes.

Sobre o Fies, o ministro afirmou nesta terça que “foi um bom plano”, mas defendeu, no lugar, o pagamento de “voucher” para que os mais pobres não comecem “a vida endividado”.

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