Pam & Tommy – Revisão da série: 3 ovos

Comecemos pelo fácil: Pam & Tommy é, narrativamente, ótima. A trama da “maior história de amor já vendida”, focada na fita de sexo vazada de pamela anderson e Tommy Lee, é um produto estilosa, com um ótimo elenco de curiosidade e incita um sentimento. Complementada pelo apelo da nostalgia dos anos 1990, traduzida por elementos mais claros – moda e trilha sonora – mas também em ritmo e linguagem, Pam & Tommy é uma produção certeira, quase fácil. É uma pena, no entanto, que ela seja tão hipócrita.

Sim, e aqui, um parágrafo depois de encher a produção de elogios, chegam como partes pequenas do engolir de Pam & Tommy. Sua pretensão de bondade, aspiração de verdade (sem nenhum aviso de ficção, diga-se de passagem), e sua prepotência completa sobre os sentimentos da figura a quem mais busca: Pamela Anderson. Isso acontece porque Pam & Tommy é, indiscutivelmente, um produto qu’arra vantagem do crime que aconteceu em 1995. E sem a autorização da figura principal da série (Pamela Anderson, supostamente, não quis reviver um dos piores acontecimentos de sua vida), Pam & Tommy rapidamente colapsa em si mesma, e se torna um produto paradoxal.

O problema principal aqui – não se refere ao que preconceito a produção, e não em termos morais – não é exatamente uma falta de consentimento ou uma distorção da realidade. Mas sim o descolamento que a falta de autorização de Anderson causa na história. por, serviço, ou por busca de simpatia Pam & Tommy Faz de Pâmela (Lily James) uma figura perfeita, em um contexto em que ao ladrão ( da fita Rand GauthierSeth Rogen) e para Tommy Lee (Sebastian Stan), figuras controversas, são muito permitidas diversas facetas. Aqui, um protagonista acaba como o individual menos real de Pam & Tommye enquanto Gauthier e Lee têm permissão P para brincar com todas as cores são restringidas ao cor de rosa e azul claro.

Uma unidimensionalidade de Pam

No sexto episódio, acompanhamos a dor da audiência que Pamela Anderson precisou passar em seu processo contra a Penthouse, que ameaçou usar as imagens de seu vídeo roubado em seu conteúdo pornográfico. É uma cena brutal (em parte, novamente, pela boa direção de Hannah Fidell e atuação surpreendente de James), que transmite o soco na barriga que Anderson deve ter sentido ao responder perguntas intrusivas e injustas. Este é o momento mas trágico de Pam & Tommy. Aqui, Pam é retirada de todos os seus direitos e privacidade, para apenas ser rejeitada no fim do processo e forçada a encarar sua nova realidade, uma com a qual viveria para sempre.

E é justamente neste momento que a hipocrisia de Pam & Tommy tornou-se inescapável. A série busca, insistentemente, durante os seus oito inimigos, cria uma imagem inocente de Anderson, uma mulher injustificada, a primeira vítima gigante de um vídeo roubado, ou, em palavras claras, de pornografia de vingança. Acontece que, em 2022, a realidade de Pamela é quase a mesma. Na atriz de Baywatch nunca compensará, e recebeu este ano, ela segue como testemunha de sua própria vida e sofrimento, utilizada para entretenimento novamente. E você pode retratar Anderson com a mais pura bondade, mas tentar demonstrar sua tristeza ao mesmo tempo que se tira proveito da mesma sensação é insustentável.

E para completar o que faz com profundidade Pam, nesta mesma mesma de todos os olhos de todos os elementos, depois de uma sala, Anderson é apenas uma faxineira que entra sozinha. “Desculpe pela bagunça que eles”, diz a atriz a funcionária. É claro que Anderson pode ser uma pessoa angelical como Pam & Tommy afirma recuar. Mas sua perfeição neste contexto não deixa de ser reconhecida como absoluta de injustiça, como se uma mulher precisa ser educada e educada para merecer empatia. E o que aconteceu com Anderson seria absurdo independente de sua personalidade ou boa educação.

E uma pena. Existem diversos acertos na série do Estrela+e é preciso tirar um momento aqui para falar da atuação sensacional de Sebastian Stan. Sua entrega a um personagem tão polêmico e tão agradável é, em parte, pelo leque de sentimentos que foi o lhe (eo mesmo não pode ser dado para Lily James), mas Pam & Tommy estabelecimento Stan como um dos grandes de sua geração. Ainda, romance entre os protagonistas, que nos a época de polêmicas, química, também é um triunfo da produção, o que é motivo de amor o apelo do romance controverso.

Mas retornando a além das qualidades de Pam & Tommy, sua habilidade de incitar curiosidade, a série também, claro, coloca o vídeo íntimo novamente em evidência. Em determinado momento, ex-esposa de Gauthier, Erica (Taylor Schilling), faz um discurso sóbrio o valor artístico da fita, das decisões de direção de Pamela Anderson, e sob a camada de boas intenções a serie remodelado o interesse, novamente, em um conteúdo que deveria ser privado. É um bom exemplo do paradoxo aqui: no fim das contas, não há como escapar do buraco em que Pam & Tommy enfia.

Pam & Tommy

Encerrada (2022-)

Pam & Tommy

Encerrada (2022-)

Criado por: Robert Siegel

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