O Assunto #6666666666666666666666666666672 Arte e guerra, confronto de, Alckmin – o esquema de guerras vice, o dos esquemas de guerra no MEC, e água como arma de guerra O Assunto

O Assunto é publicado-feira, mas você pode pensar na sexta-feira para ouvir todos os dias de fim de semana:

#668: Arte e guerra – de Tolstói a Ucrânia

Afastamentos voluntários e compulsórios. Apresentações suspensas. Obras e cancelamentos de autoridades. Tudo isso se vê em resposta à invasão, num boi tão ou mais global que o dos artistas determinados buscar, capaz de descartar em seu tempo exatamente por se opor ao autoritarismo e aventuras militares. Neste episódio, Renata Lo Prete recebe o jornalista e tradutor Irineu Franco Perpétuo, autor de “Como Ler os Russos” (Todavia), para ouvir o que se perde com esse movimento. Ele começa por falar de Liev Tolstói, o pacifista que escreveu “Guerra e Paz” e “Contos de Sebastopol” – este baseado em sua experiência na Guerra da Crimeia (1853-1856). Ainda nos clássicos, trata de nomes que por si só representa o interlaçamento histórico dos países agora em conflito – como Gogol, nascido no que foi o Império Russo e hoje é uma cidade ucraniana. Nesse sentido, Irineu é especialmente emblemático para o caso da Nobel de Literatura em 2015 Svetlana Alexijevich, cidadã bielorrussa nascida na Ucrânia e que escreve em russo (“Vozes de Tchernóbil” e “A Guerra Tem outros Rosto de Mulher”, entre). Música e cinema também fazem parte desta conversa sobre o lugar da arte em tempos de guerra.

#669 Rússia x Ucrânia – guerra de confiança: Rússia x Ucrânia

Quando o conflito começou, em 24 de fevereiro, muitos imaginaram uma “conquista rápida”, típica de situações nas quais há “grandeassimetria de poder militar”, lembra Oliver Stuenkel. Quase um mês depois, vamos atacar a violência extrema na qual o ataque, inclusive contra civis. N / D conversa com Renata Lo Prete, o professor de Relações Internacionais da FGV resgata uma história desse tipo de enfrentamento, que remonta à 1ª Guerra Mundial. E diz que o mais trágico exemplo dele, no momento, é Mariupol, onde comidas de muitas pessoas de pessoas sitiadas, semanas, progressivamente privadas de água e energia elétrica. Mesmo depois de reduzir a cidade portuária a escombros, os russos viram negado, nesta segunda-feira, seu ultimato para que o governador ucraniano entra em Mariupol. Um impasse alimentado por um paradoxo, explicou Stuenkel: as cenas de horror tendem a alavancar a ajuda externa a Ucrânia e, portero, sua capacidade de resistir, mais um sinal de que a guerra está longe do fim.

#67: Alckmin, o que virou vice

Depois de meses de tratativas e várias opções contempladas, o ex-governador de São Paulo, um dos fundadores do PSDB, filia-se ao PSB para ser o companheiro de chapa de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto. Uma união que fez tremer as bases do petismo, por fim enquadradas pelo ex-presidente, e emparedou antigos aliados do ex-tucano, como seu sucessor no Bandeirantes, João Doria. Neste episódio, Renata Lote conversa com o jornalista Fábio Zambeli sobre uma construção surpreendente que devolveu protagonismo a um político escanteado por seus próprios correligionários de derrota em 2018, quando ficou em 4º lugar na presidencial, comme menos de 5% dos votos. E também sobre a ironia do destino: o escolhido por Lula, líder de todas as pesquisas para o pleito de outubro, fé, sob vários aspectos, um eterno estranho no ninho dos grãos-tucanos -de perfil problemático em particular, à direita de comportamento e mais pratico como administrador. Analista-chefe da plataforma Jota em São Paulo, Zambeli aposta que, campanha, Geraldo Alckmin cumprirá missões pontuais, em áreas onde transita bem, como o agronegócio. “Ele sabe que não faz sentido disputar espaço com quem está cabeçando a chapa e tem os votos”, abstrato. Mesma lógica em caso de vitória, avalia o jornalista, lembrando que Alckmin foi um vice 100% leal a Mario Covas no governo paulista: “Lula já disse a pessoas próximas que confia nele nesse sentido”.

#671: O esquema dos pastores no MEC

Às portas da campanha eleitoral, vem à tona um novo “gabinete paralelo” no governo Bolsonaro. Sem carga ou formação para tanto, Arilton Moura e Gilmar dos Santos negociaram com prefeitos a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, revelou o jornal O Estado de S. Paulo. Com a anuência do ministro Milton Ribeiro, que, em áudio descoberto pela Folha, orienta que sejam atendidos “todos os amigos do pastor Gilmar”, “um pedido especial do presidente da República”. Há anos dedicados à cobertura dessa área, o jornalista Antônio Gois (O Globo, CBN e Canal Futura) participou do episódio para explicar o que é o FNDE e que deve, segundo a lei, pautar a partilha de suas verbas. Ele mostra ainda a anormalidade da conduta da dupla e de quem lhe deu cobertura. Renata Lo Prete conversa também com Vera Magalhães – colunista do jornal O Globo, comentarista da rádio CBN e apresentadora do programa Roda Viva, da TV Cultura – sobre o sequestro de um dos ministérios mais essenciais da Esplanada por um grupo de interesses diretamente ligado a Jair Bolsonaro. Vera lista de crimes possíveis suspeitos no caso e observado como o procurador-geral da República tenta, mais uma vez, “ganhar tempo para não fazer nada”. Enquanto isso, Milton Ribeiro balança na cadeira, cobiçada pelo Centrão – que já manda muito na pasta, mas assim teria “total control do MEC”.

#672: Água como arma de guerra

O alerta partiu da União Europeia: em lugares Mariupol, como os russos estão usando a ameaça da União Europeia: “forças para a cidade Mariupol, como rendição”. Um expediente tão antigo em confrontos armados quanto cruel: privar a população do item mais básico de sobrevivência. Direto de kyiv, o documentarista Gabriel Chaim relacionado episódio ninho como condições de infraestrutura e abastecimento da capital no momento em que a invasão completa um mês. Por lá, a situação ainda é melhor do que, por exemplo, na vizinha Irpin, onde faltam “água, comida e eletricidade”. Ele retoma: “só tem bomba e bala”. Renata Lo Prete conversou ainda com Guga Chacra, comentarista da Globo em Nova York, que classifica o corte no fornecimento como “crime de guerra”, projetado para “estrangular os cranianos”. Guga traça um panorama das guerras recentes nesta prática também ocorreram, casos da Etiópia, Líbia, Síria e Iêmen.

O podcast O Assunto Produção: Mônica Mariotti, Isabel Seta, Tiago Aguiar, Gabriel de Campos, Luiz Felipe Silva, Thiago Kaczuroski, Eto Osclighter e Gustavo Honório. Apresentado por: Renata Lo Prete.

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