Nova feira de arte em São Paulo, a ArtSampa abre as portas na Oca – Cultura

Uma das maiores belezas da arte é sua multiplicidade. Seja seu tema, sua forma, seu motivo ou sua interpretação. Arte plural, é de todos e para todos e serve para causar, nem que esse seja de pura reflexão. A Assim apresentou uma primeira edição do Art Sampa que ocupou um Oca comeu domingo, 20.

A arquitetura circular de Oscar Niemeyer permite a união de épocas e estilos diferentes das mais de 1.500 obras espalhadas pelos três andares do espaço. Como galerias selecionadas por Juliana Cintra, Filipe e Eduardo Masini e Antonia Bergamin para serem convidadas a apresentar propostas que apostassem na originalidade e no diálogo com o espaço.

Enquanto o básico e o subsolo receba galerias, nenhum piso superior ficará com os apoiadores do evento e como artísticos escolhidos pelos criadores do evento – os mesmos que criaram a ArtRio em 2010. “Chegar a São Paulo no ano do centro modernista é emblematico . Temos como compromissos a valorização da arte brasileira, o estímulo a novos artistas e reconhecimento da arte como forma de expressão da sociedade e sua cultura”, conta a do evento, Brenda Valansi.

Pelos caminhos criados, o visitante encontra desde frases impactantes em neon, jogos de ótica que simulam o céu, material do cotidiano que vira manifestação artística ou rabiscos originários de Anita Malfatti. Porque este centímetro do espaço faz o visitante parar e observar os detalhes das obras.

Um que chama bastante atenção é o artista paulista Gui Teixeira, no estande da Sé Galeria. “Gosto de pensar que a arte é um lugar de encontro, de troca, que produz acontecimentos, mesmo sendo uma pintura, o que me interessa muito é o que interessa em volta daquela pintura e não o objeto”, conta.

Para provar sua teoria, artista criou um espaço para o visitante atirar de modelar com estilingue, criar uma nova obra na parede. “Imagino a arte como um grande jogo de construção, onde a gente vai construir a gente mesmo. Eu acho que a gente faz a arte para que a arte nos fachada. É um espaço de construção para aquilo que a gente quer ser”, completa.

Gui também participará do Conversas ArtSampa, sobre a relação entre a arte e o jogo. Os bate-papoca transformações no auditório da O.com transmissão online no site do evento – em que também é possível conferir a programação, na qual a diversidade chama a atenção.

PLURALIDADE

Pela primeira vez expondo em uma galeria, o artista carioca Matheus Marques Abu, da Galeria Karla Osorio, trouxe em suas obras símbolos adinkras (de origem da África acidental e usado em rituais) e corpos negros. “Este é o momento de trazer como sinto que meu corpo é lido e de como leio as coisas em volta de mim”, diz.

A ONG Casa Chama faz o mesmo com pessoas trans desde 2018. Para eles, “a participação de pessoas trans nos círculos e espaços institucionais do sistema da arte é pontual. Abafadas por estereótipos e leituras condicionadas pelos sintomas sociais da cultura e do tempo”. Por isso, artistas que vivem e falam sobre isso em sua arte.

Através do olhar político dos baianos os artistas Felipe Rezende, Isabela Seifarth e Pedro Marighella, da RV Cultura e Arte, o cotidiano também é exposto com imagens de pessoas comuns das periferias do Nordeste.

Para além dos criadores, a pluralidade também é explorada nas formas de arte. Algo que nitidamente é visto pela Agência Metaverse. Depois de ser o primeiro espaço criptoarte em todas as edições da ArtioR, uma galeria apresenta obras de artistas de primeiro lugar na realidade aumentada e ate holografia.

“A única diferença entre o artista paleolítico, que há 15 mil anos usado pigmentos naturais nas cavernas, para o artista atual que utiliza pixel, programação e código, é o suporte escolhido. Porque a genialidade e o ímpeto criativo são os mesmos”, reflete Byron Mendes, CEO da agência.

Outra possibilidade, também exposta na Art Sampa, é a releitura de grandes obras, algo que Nelson Leirner fazia como ninguém e relembrado pela Galeria Silvia Cintra + Box4. “Em sua obra, tudo volta, mas renovado, digerido e devidamente validado”, pontua o texto introdutório do espaço de Lilia Moritz Schwarcz. Como ele, Monalisa se torna carnavalesca e as composições de Piet Mondrian, um terno com pontos de cor.

“Sabemos que não existe neste mundo nada isolado. E Nelson es e pode fazer a cara a fenda e a leitura e tradução, como arte sempre fez por referência, inferência, leitura e tradução”, Lilia.

COMODIDADES

O espaço conta com banheiros e lanchonete em todos os pisos, além de ocupar também uma área externa de 5 mil m², construída pelo Pedro Évora nossos jardins de burle marx.

A data eo horário devem ser agendados na hora da compra dos ingressos online (artsampa.com) ou no local, que estará sujeito à disponibilidade de cada horário. Na Oca, todos os protocolos de cumprimento foram cumpridos, inclusive a solicitação do prometido de segurança na entrada no evento.

SERVIÇO

ARTSAMPA

Oca. Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº,portal 2, tel. 5082-1777.

6º sáb., 13h/21h Domingo, das 12h às 20h. Entradas: R$$50/ R$25. Verão 20/3

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