Manuel Aires Mateus: “Lisboa já não é uma cidade inclusiva e isso é um desastre. Mata a cidade”

Nem a pandemia arrefeceu os valores do mercado imobiliário. Datas recentes indicam que os preços de venda das casas sofrem em 2021 11,7% em Lisboa e 10,3% no Porto. Um problema ainda pode ser resolvido e um dos assuntos discutidos e episódio com o Manuel Aires Mateus, que arquitetos são insuficientes os programas de acesso a uma habitação a preços acessíveis e que neste momento é urgente que se resolva este problema político para os jovens e As famílias portuguesas da classe mediática podem poder escolher viver no centro e “não continuem a ser expulsions das cidades”.

Em dupla com o irmão, Manuel tem sido responsável por projetos emblemáticos no país, como o próprio rei da Universidade Nova de Lisboa – que recebeu o Prêmio Valmor em 2007 – ou a sede da EDP, Avenida 24 de Julho, além de Lisboa, mas também tem projetos assinados em fronteiras, como é o caso do Centro de Criação Contemporânea em Tours, França, e o Museu de Design e Arte Contemporânea em Lausanne, na Suíça.

Para Aires Mateus “a arquitetura é sempre percebida através do vazio”. E o que constrói “é o limite do vazio.” “A arquitetura só acaba quando a vida se revelar sobre ela.” Projetos da excelência, projeto e prestígio da sua obra, o arquiteto neste caso que tem gosto em os projetos selecionados de mídia de classe, com orçamentos contratados, desde que paixão e projeto por parte de quem encomenda a obra. “Prefiro desenhar na solução do dinheiro do que na abundância. A arquitetura faz-se dess limites e racionalidade.”

Recorde-se que em 2017 Manuel Aires Mateus fé distinguido com o Prémio Pessoa. E, na ocasião, o julgou a ser exemplar como sua obra “recusa fácil”, que forma uma arquitetura moderna, abstrata, contemporânea, que integra de um modo português. E também que “a construção de formas adicionais e volumes é feita com um carácter inovador, por subtração de matéria, esculpindo vazios que “na obra doméstica é um edifício raro provoca provocas e que não cede a mimetismo rupturas fáceis e que não cede a mimetismo rupturas fáceis, Conseguindo estabelecer uma perspectiva entre o passado e a atualidade”.

Neste episódio, Aires Mateus criou que uma das suas grandes referências e mestres de sempre é Siza Vieira. “O Siza reescreve e lança uma arquitetura em Portugal. Ele transformou a arquitetura popular em erudita.” E revela ainda que gostava muito de um dia construir uma igreja. “Desenhar para uma possibilidade de fé é extraordinária. E espero que ao fazer-lo me torne um homem melhor.”

tiago miranda

Mas há muito mais para ouvir neste episódio, onde o arquiteto recorda a sua, passada a brincar na rua no bairro dos Olivais, e num monte no Alentejo, refere a maior promoção profissional de sempre que aconteceu logo aos 17 anos, e partilha ainda alguns temas musicais do seu agrado e um excerto da obra “O Leopardo”, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa.

tiago miranda

Como sabemos, o genérico desta nova temporada é uma criação original da Joana Espadinhacomissão de João Firmino (vocalista dos Cassete Pirata). Os retratos são da autoria de Tiago Miranda. E, como de costume, a edição áaudio deste podcast é do João Luís Amorim.

Voltamos para a semana, com mais uma pessoa convidada. Até lá escrevam-nos, comente, classifiquem o podcast e, já saibam, pratiquem a empatia e boas conversas!

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