Machismo se perpetua com governo que se acha acima da lei, diz Judy Chicago – 03/11/2022 – Ilustrada

quando Leda Catunda era uma estudante universitário no começo dos anos 1980, a artista brasileira viu numa revista de arte a obra “Dinner Party”, de Judy Chicago. Era a primeira vez que se fez o trabalho mais conhecido do artista americano.

“Não tinha como ouvir aquilo, lembravam as genitálias femininas, formavam uma grande instalação. Era algo que vinha seguido de um momento conceitual, mas uma proposta era tão feminista”, lembrou Catunda.

Naquela época, havia uma crítica de que a peça era “feminista demais”. Cat, depois de décadas, acredita que as bandeiras feministas pelo público Chicago finalmente foram reconhecidas como Mas, depois, foram reconhecidas como Mas, depois, foram reconhecidas como Mas, depois, foram reconhecidas como Mas, depois, foram reconhecidas como Mas, depois, foram reconhecidas.

As toalhas e a iluminação dramática da mesa, com as mulheres históricas que seriam devoradas e homenageadas no mesmo banquete, foram concebidas. “Ela já está berrando isso há anos e agora todo mundo quer ouvir.”

Pela primeira vez obras da americana consagrada como pioneira da arte feminista chegam ao Brasil. Obras da série “Birth Project” e outras dos anos 2000 são expostas na galeria

A artista americana, hoje com 82 anos, conta que quando começou uma série de trabalhos sobre os anos de 1980 e 1990 quase não existiam imagens que retratassem o nascimento. Quadros como “Meu Nascimento”, de Frida Kahlomostra explicitamente que uma vagina sangrando no ainda não era conhecida nos Estados Unidos, lembrou a artista.

“Fiquei chocada com o fato de que não havia essas imagens e tirei sarro de que se os muitos homens de substituição têmria milhares de figuras de pessoas de evolução do bebê por aí”, diz ela sobre a etapa do parto natural em que é possível fazer nenem sem canal vaginal.

Nos trabalhos têxteis costurados com outras mulheres, Chicago representa esse momento de força com texturas densas que explodem da mulher em núcleos quentes.

“Vi vídeos e muitas fotos de parto, mas ao vivo é muito diferente de observar uma vulva. Você percebe o quão poderosa ela é. Não é possível continuar pensando que esses corpos são passivos se você vir uma vagina pendente de um nascimento”, diz Chicago . “O pênis é um órgão poderoso só quando tem uma ereção, e isso não dura tanto quanto uma parte, disso eu tenho certeza”, ironiza ela.

Parir, na visão dela, é um ato sublime, catártico e de êxtase, mas também de intensa dor. Os sentimentos ate o conflito de Chicago tiveram contato com a diversidade do Brasil.

A condição da mulher na sociedade é também retratada em cenas cruéis de casamentos infantis com homens com o pênis ereto próximos às crianças ou de mulheres isoladas enquanto estão menstruadas.

Uma das costureiras que participou de “Birth Project”, por exemplo, contorna os filhos americanos que sua mãe teve cinco. Parte de uma família católica, a matriarca sentou-se na mesa de jantar e chorou copiosamente quando soube que esperava um sexto filho.

“Senti que um tecido usado usado poderia transmitir a utilização de roupas em que ela não contava, sobre a vida dela estava sendo usada para uma mulher grávida chorar com mãos para fazer um rosto. Foram esses processos que encontraram essas diferentes técnicas de costura que marcam seus trabalhos.

Foram esses métodos, alias, que a artist enxergou proximidade com Leda Catunda, quando viu o trabalho da brasileira pela primeira vez. “Há quem escreva que meu trabalho é feminino porque eu uso muitas técnicas de costura, mas há outras questões como a propriação de imagens, como nas obras em que o registro de camisetas de desenhos japoneses”, afirmou Catunda.

Nas obras feitas para exposição, no entanto, o cento de peças femininas é reforçada. Além da paleta vermelha onipresente, os títulos são todos no feminino —”Recheada”, “Camuflada”. “Eles conhecem uma ação, quer dizer que uma mulher se recheia, exemplo, um poder que a Judy Chicago exalta muito bem.”

O coroamento também é reformado por Catunda, ainda de forma mais abstrata. Camadas de tecido formam esse buraco, uma conexão do interior com os fóruns, numa grande barriga vermelha avolumada. Ao lado dos trabalhos Chicago, essas formas moles começam a parecer seios, carne e sangue.

“A sociedade não valoriza a gravidez, as mulheres são demitidas porque engravidam. Estamos todos aqui porque temos uma mãe”, diz Catunda. “Por isso fiz a essas cores quentes e dos títulos femininos É uma escolha agressiva no modo de comunicar isso.”

As duas artistas acham que esse é um momento crucial para se debater a figura da mulher no Brasil. “A gente estar precisa atenta ao mundo, tem que ter uma valorização do feminino. E, na verdade, autres que venho lendo, como Judite Mordomo e Paulo Preciadomostramos uma porta para a liberdade das pessoas”, afirmou Leda Catunda.

Ela se lembra da obra “Dinner Party” também com uma metáfora à expressão pejorativa de “comer” uma mulher. “É algo totalmente masculino, e uma ideia que está até na fala recente deste deputado”, diz ela em relação aos áudios em que Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, se refere a mulheres na Ucrânia como “fáceis” pela sua condição pendente a guerra.

“Ainda que eu saiba que há uma história feminismo na América do Sul, sei que genero ainda é um assunto difícil no Brasil.

Ela credita que agora o trabalho finalmente está sendo reconhecida e viajando pelo mundo, o que ela sempre quis. Catunda, com 60 anos, também afirma que admirava que o entendimento sóbrio da poetica que Chicago no século passado mudou e é tão valorizada.

Ao mesmo tempo, o último dia da, a nesse momento muito americana lembrada que se preocupará com um momento muito difícil de se preocupar com as mulheres do mundo, com o que trata a mulher que está no mundo, com o que trata a mulher que está no mundo. a guerra na Ucrânia.

“Estive lendo ultimamente sóbrio as mulheres de conforto. Na Segunda Guerra Mundial, as mulheres foram transformadas em escravas sexuais no Japão, com a ideia de que elas davam conforto aos soldados. E é um país desenvolvido”, relatou Chicago “Temos um caminho longo a percorrer ainda. A questão é se vamos chegar lá ou se esses loucos vão explodir o mundo.”

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