Livros escritos por mulheres para ler no feriado

Para quem estava se guardando para quando o Carnaval chegasse, e via no feriado prolongado uma oportunidade de deixar de lado a correria do dia a dia e colocar a leitura em ordem, Universo listou os títulos mais legais que acabam de chegar às lvrarias.

Estão na lista de romances superesperados, como o novo livro de Rachel Cusk, e a obra “A Camareira”, que ganha a versão para os cinemas, além de títulos de autores quase esquecidos, como Chrysantème, importante nome da literatura no século 20 —todos, é claro, de autoria feminina. Veja a seguir.

“A camareira”, Nita Prosa

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“A camareira”, Nita Prosa (Intrínseca)
Esta obra de suspense, que teve seus direitos de filmagem adquiridos pela Universal e será adaptado para o cinema, traz como personagem central Molly, uma camareira de pele tão pálida os lençóis brancos que tira e quanto nas camas allos os dias, e que tem como prazer realizar seu trabalho de forma impecável. Acostumada a não passar despercebida no Hotel Regency Grand, sua vida não muda quando Charles Black morto na cama sua suíte.

“Segunda casa”, de Rachel Cusk (Todavia)

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“Segunda casa”, de Rachel Cusk (Todavia)
Neste lancemento, a autora canadense famosa pela trilogia “Esboço” temas que são caros, como a maternidade e a vida profissional da mulher. A narrativa, inspirada em memórias da americana Mabel Dodge Luhan, traz a personagem M, mãe e escritora de meia-idade, sem muito prestígio no meio. Ela recorre à imagem do fogo para explicar a reviravolta na rotina pacata que leva ao lado do marido, Tony, após a chegada de L, um artista plástico que se hospeda na cabana, “a segunda casa”, localizada na propriedade do casal.

“Pança de Burro”, Andrea Abreu (Cia das Letras)

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“Pança de Burro”, Andrea Abreu (Cia das Letras)
Traduzido para mais de 10 países, com mais de 70 mil exemplares na Espanha, este livre de Andrea Abreu explora uma amizade entre duas adolescentes nos anos 2000. formam uma espessa camada sobre a terra, e servem para ilustrar as contradições do machismo e da desigualdade social, o despertar da sexualidade e complexidades da amizade feminina, em que convivem sentimentos como amor, inveja e.

“As maravilhas”, de Elena Medel (Todavia)

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“As maravilhas”, de Elena Medel (Todavia)
“Até para protestar, é preciso dinheiro”, diz María, uma das personagens deste romance de Elena Medel que se passa no final da ditadura franquista ate uma explosão do feminismo. No livro, a história de María, que no fim dos anos 1960 deixa sua cidade natal para trabalhar em Madri, cruza-se com a de Alicia, que percorreu o mesmo caminho 30 anos tarde. É uma narrativa sobre afetos, responsabilidades e expectativas, mas, acima de tudo, sobre como a falta de recursos financeiros pode determinar a vida de alguém, matando, pouco a pouco, todos os seus sonhos.

“Viver uma vida feminista”, Sara Ahmed (Ubu)

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“Viver uma vida feminista”, Sara Ahmed (Ubu)
O que significa, na prática, ser feminista? Neste livro, a escritora e acadêmica anglo-australiana responde por meio de uma teoria encorada em suas experiências como feminista –na academia, como professora; na família, as filha; e na vida pessoal, como lésbica. Neste compêndio teórico e afetivo, Sara Ahmed reflete sobre como, na maioria das vezes, as feministas são vistas como algumas vezes inconvenientes nos diversos meios em que circulam e acabam alienadas. Não se preocupe com os sentimentos de raiva, e também revolta que os sentimentos de raiva são verdade.

“Ossos coadjuvantes”, Clara Drummond (Cia das Letras)

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“Ossos coadjuvantes”, Clara Drummond (Cia das Letras)
Neste livro “meio cômico, meio triste”, como diz a própria narradora, que é o terceiro romance de Clara Drmond, a autora apresenta um mordaz de uma geração que, embora apresente alguma consciência social, segue sua vida de retratos sem maiores questões . O que fica latente quando a jovem curadora Vivian, que vive do dinheiro da sua família enquanto realiza trabalhos mal remunerados em instituições de prestígio, vê seu caminho se cruzar com o de Darlene, uma ambulante que vende cervejas.

“Enervadas”, Crisântemo (Carambaia)

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“Enervadas”, Crisântemo (Carambaia)
Pseudônimo de Cecília Bandeira de Melo Vasconcelos, a escritora Crisântemo é um dos principais nomes da autoria feminina no início do século 20. Neste romance de 1922, ela realiza uma crônica das aulas abastadas do Rio de Janeiro na República Velha, enquanto destila sua crítica contra a submissão reservada às mulheres. Sua personagem, Lúcia, recebe o diagnóstico médico de “enervada”, como a ciência da época classificava uma série de mulheres consideradas insatisfeitas. “A criatura é perdoada do sexo feminino, permitida; à criatura infeliz na escolha do companheiro da existência, tem diante de si o isolamento, a tristeza, a calúnia, a maldição?”, escreveu a protagonista.

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