Livro de Carlo Rovelli mostra como física quântica revolucionou o mundo – 28/12/2021 – Ciência

Imagine um gato que está trancado em uma caixa que tem um dispositivo com 50% de chance de soltar um sonífero. Se o sonífero ativado para, o gato dorme. Caso não, ele continuou acordado.

Como o animal está preso nessa caixa, não se sabe realmente se ele se encontra acordado ou adornado — a menos que a caixa seja aberta.

Nessa circunstância, dizemos que o gato está em sobreposição quântica, um conceito de física que aborda como devemos ou mais fenômenos contrários podem acontecer simultaneamente em um objeto. É como se algo pudesse estar presente em vários lugares diferentes ao mesmo tempo.

A sobreposição, para esse caso, se dá entre gato-acordado e gato-dormindo. No instante da descoberta o sonífero foi dessa descoberta ou não se ativado, o gatoia para um estado de interferência quântica, que é quando uma das possibilidades se realiza.

Esse exemplo, conhecido como Gato de Schrödinger (em referência a Erwin Schödinger, 1887-1961), é um dos vários números a serem obtidos no livro “O Abismo Vertiginoso”, lançado recentemente no Brasil pela editora.

A obra, destinada a explicar a física quântica, é assinada por Carlo Rovelli, físico teórico italiano e professor da Universidade de Aix-Marseille (França).

“Na versão original [de Schrödinger], a bolsa contém um veneno, não um sonífero, e o gato não adormecia, mas morria. Mas não gosto de brincar com a morte de um gato”, escreve o autor em uma passagem, justificando uma adaptação.

É assim, com linguagem acessível, que o físico faz uma tentativa de explicar um teoria dos quanta e mostrar a importância que ela tem para ouvir toda a realidade do Universo.

Essa linha de pensamento “sugere novos caminhos para repensar grandes questões, da estrutura da realidade a natureza das experiências, da metafísica a, talvez, a natureza da consciência”, afirma.

A teoria propostas também acontecem uma nova forma de ouvir como minúsculas o Universo e principalmente as que acontecem que formam entre elas.

Rovelli explicou que, em 1925, o jovem físico Werner Heisenberg (1901-1976) concentrou-se em observar um movimento que faz elementos de um átomo para outro. Com, lançou uma das principais bases da teoria dos quant: seria necessário se limitar ao negócio que era exatamente observável das empresas que ouviram as parículas para o Universo.

Daí surge um grande problema, já que não surgem como problemas e como temos deles são totalmente preditos. Schrödinger, o do gato, outro físico muito importante para a teoria quântica, chegou a concluir que é apenas provável que as interações possam acontecer. Para ele, seria possível toda certeza sobre o desenrolar das possibilidades nunca.

O foco principal da teoria dos quanta seria, então, esses negócios e não os objetos.

“A física nos diz que a base do mundo não é uma lista de objetos com propriedades que podem ser identificadas. Acho que devemos desmontar uma vez por todas a imagem da realidade”. Perguntar por sua ‘base’ pode ser simplesmente uma pergunta errada”, afirma o escritor em entrevista à Folha.

Assim da teoria quantica, novas hipóteses para explicar o Universo. Uma delas é a teoria dos muitos mundos. Ela afirmou que uma de mundos existente por inúmeras possibilidades de relações entre os elementos que atendem à realidade.

Nesse caso, uma sobreposição quântica não indica somente uma probabilidade de uma ou outra coisa acontecer – essa possibilidade de diferentes realidades por se só e indica a existência de diferentes mundos.

Para melhor explicar, Rovelli toma novamente o exemplo do gato que pode estar acordado ou dormindo dentro da caixa. No caso da teoria dos muitos mundos, como duas versões do gato existentes por si só em diferentes universos, e não seriam apenas possibilidades do que pode ou não acontecer com o animal.

Nessa de pensamento, existem também duas versões da pessoa que observa o gato —em um mundos atualizados, tem o sujeito que observa o gato acordado, e em um outro mundo seria a versão dele que vê o gato dormindo.

Quando você toma essa premissa, e leva infinitos mundos para várias possibilidades da realidade do Universo, chega-se a conclusão de que poderia haver infinitos mundos para comportar todos esses cenários.

Por causa disso, o autor afirma que essa teoria é muito radical. Rovelli defende, mas relacionalmente, que chama de perspectiva relacional — uma visão de mundo baseada nos infinitos estados abertos de sobreposição e interferência, não havendo uma resposta exata, mas sim miríades de possibilidades que se modificam a depender dos objetos envolvidos na interação.

Nesse ponto, a quantica influencia diversas outras áreas do conhecimento, porque fala da forma como a realidade pode ser percebida. Entre elas, mas únicas que existem, que formam o número, que também existem, como são, que são, mas que existem, mas que não existem.

Um exemplo de filosofia. Durante todo o livro, o autor traçou paralelos entre as duas áreas.

Um caso que Rovelli utiliza é de Nagarjuna, indiano que viveu no século 2 e chegou à conclusão de que as coisas não existem por si só, mas passam a existir quando são vistas em relação a outros objetos. A semelhança com a física quântica e a perspectiva relacional é óbvia.

O objetivo, assim, é defender a questão do ensino físico da filosofia, pois ela tem o dever de pensar com mais precisão e profundidade.

Outro ponto destacado por Rovelli é o próprio fazer científico. Para ele, a física quantica, ao mostrar que a observação é relacional, indica que a produção do conhecimento não é totalmente isenta. Depende da interação do pescador como objeto de estudo — e isso multiplicado pelo número de possibilidades.

Rovelli destaca, como um exemplo, o céu. A cor que ele tem não é uma propriedade inerentemente a ele, mas, sim, algo que também depende de quem está vendo. A linguagem também segue por esse caminho: o que é falado sempre depende de quem uve e de sua interpretação.

Mesmo com exemplos por vezes simples, como esse do céu, Rovelli deixa claro que, apesar do grande impacto, a física quântica ainda é bastante recente e de difícil compreensão. O próprio autor relata em algumas passagens a confusão pela qual passou ao ler esses conceitos.

“Escrevo sobre ciência tentando simplificar o máximo possível, transmitindo com muita fidelidade o que a pensão são as ideias principais. também o mais divertido de escrever”, concluiu.

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