Jup do Bairro estreia no Lolla com rap, funk, rock pesado e discurso contundente | Lollapalooza 2022

Jup do Bairro chegou ao Lollapalooza com um vestido preto, um buquê de flores brancas, sem canções pop certinhas nem milhões de plays no streaming, e um público apaixonado na beira do palco, mesmo que ainda este pequeno, no início da tarde sábado (26) ). Ela aposta na representação forçada e ganha esse público.

São músicas sobre a vivência da mulher trans e negra na periferia São Paulo, com bases não convencionais de rap, eletrônica e funk. Na guitarra estava Badsista, talentoso produtor musical, que também trabalha com a Linn da Quebrada, amiga e porqueira musical de Jup.

Jup também tem sofinidade com o rock – ela parece uma vocalista de nu-metal e manda bem na pesada “Pelo amor de Deize”, com Deize Tigrona, ainda mais pesada ao vivo.

Jup do Bairro no 2º dia de Lollapalooza — Foto: Fábio Tito/g1

Se o heavy metal virou um estilo conservador e previsível, dá para dizer que Jup é roqueira de raiz, conservando só a voz grave e o estilo realmente transgressor.

Ela não atrai muita gente, que circulava pelo festival, mas tinha seguidores fiéis na beira do palco gritando “Jup, eu te amo” e acompanhando com atenção os discursos contundentes.

Jup ainda voltou no filme com uma ótima camiseta com estampa do “Hannah Montanna do Bairro” em homenagem a Miley Cyrus, estampa principal da noite. Seria legal se o show acontesse umas semanas depois ea amiga e BBB Linn pudesse aparecer.

Jup do Bairro no 2º dia de Lollapalooza — Foto: Fábio Tito/g1

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