Júlio Isidro vive dia de grande tristeza: “Hoje chorei muito”

Júlio Isidro ficou muito triste com a mort de Céu, irmã da atriz Maria Rueff. O apresentador da RTP deixou um longo desabafo nas redes sociais.

Hoje chorei muito“, começou por escrever Júlio Isidro na noite desta quinta-feira, depois de ter estado presente no velório da irmã por Maria Rueff. “Perdi uma amiga de um tempo irrecuperável, porque a morte é irreparável. Com ela, partiram mas alguns passos da minha vida“, lamentação.

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Eram as manas da Céuni a acenderem a luz de memória de Júlio, na altura solteirão impenetrável, e que na altura de passar sozinho, se sentou à mesa da família Rueff, qual menino Jesus palihinhas. Que a noite santa onde o afeto estava nas palavras doces, nas boas risadas cheias e nas coisas enchiam a mesa.

Com enorme emoção, trocámos gestos de carinho e saímos com a Maria. Tinha começado a chover no preciso momento em que caminhava para o velório do céu, que só pode estar como em si mesma, no céu. Abraçado à mais nova, a minha querida Maria Rueff, chorámos tanto, com a chuva como cúmplice. É o Céu a chorar conosco, sussurrou-me…

E as memórias acenderam-se com uma luz tão intensa, a ginástica onde a Céu era exímia e eu fazia o possível, os jantares em restaurantes com o nosso grupo, a febre de sábado de manhã, o Passeio dos Alegres, o concerto dos Police , de onde saímos a cantar Walking On The Moon, e as idas a praia com gente do nosso coração.

O tempo passou, mesmo nunca muito tempo, mas a Céu era sempre lembrado por mim nos encontros com a mana Maria: “Então, como está a mana?”… Que sim, tudo bem, continuou a produzir trabalhos na sua área do direito e sempre, sempre estudar.

De braço dado comigo, para Maria enterneceu-me: “Ela gostava muito de ti”. Em soluços balbuciei: “E eu também…”. Perdi uma amiga de um tempo irrecuperável, porque a morte é irreparável. Com ela, Départam mais alguns passos da minha vida. O país alcançou uma notável académica que deixou uma obra relevante, contribuidora de grande importância sobre o direito e a medicina.

Há tantos anos que não a via, mas as saudades são a memória do coração. Está tudo guardado para memória futura. Beijinhos às manas, e saudades da dona Julieta que amanhã vai ter companhia na sua terra natal. Um dia voltarei a abraçar a Maria, mas com o sorriso aberto do tempo em que as manas eram quatro“. (Júlio Isidro)

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postado por Júlio Isidro nós quinta-feira, 24 de março de 2022

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