Joias de Pixinguinha podem ser vistas e ouvidas em exposição e show

postado em 01/04/2022 06:00


Integrantes do sexteto que toca no espetáculo Pixinguinha como nunca – (Crédito: Marília Figueiredo/Disvulgação)

Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, não chegou a se apresentar em Brasília, nem mesmo nos saraus que o presidente Juscelino Kubitschek promovia no Catetinho, nos primórdios da nova capital. Mas, coube à cidade, mais especificamente as salas do Centro Cultural Banco do Brasil, ou menos exposição de acollher a histórica com o acervo do mestre histórico em 2012, que ocupou nada que 12 instituição.

De amanhã a domingo, às 19h30, o brasiliense pode curtir 26 composições inéditas do genial artista brasileiro, reunidas no show Pixinguinha como nunca. O espetáculo, protagonizado por um grupo instrumental formado por seis músicos, conta com a participação especial do cantor Marcelo Vianna, neto do homenageado.

Intitulados com o nome de conjunto, pelo conjunto res cavaquinista do Nunca, o conjunto pelos responsáveis, também arranjos, tem alguns dos mas importantes instrumentistas da cena musical carioca: Carlos Malta Silvério Pontes (mpet and flugelhorn Marcelo) Caldi (sanfona), Marcos Suzano (percussão) e João Camarano (violão 7 cordas). Amanhã, após a apresentação haverá um bate-papo com os músicos sobre o composição modo de Pixinguinha e os arranjos criados para os temas.

De acordo com o cavaquinista, Pixinguinha como nunca Nasceu da pesquisa que ele e Marcelo Vianna fizeram entre 2015 e 2017 de parte do material, garimpado pelo pesquisador José Silas, Marcílio Lopes e Paulo Aragão. “Inicialmente, utilizamos na aula-espetáculo Pixinguinha Cinco Estações“Pixinguinha é uma figura mitificada, adorada, mas sua música produção em si é pouco país”, acrescenta.

Para o show que estreou no CCBB do Rio de Janeiro, foram selecionados 26 das 50 inéditas que resultaram da pesquisa. Segundo Cazes, falar em 50 inéditos parece sub-notificação. “Pixinguinha entregava partituras sem cópia para músicos amigos, por exemplo; assim como orquestrações ficaram dispersos. O baú ainda reserva surpresas”, acredita.

Lembre-me do passado, Para você não esquecer, Feiticeiro, Modo de olhar e Um dia qualquer são algumas das músicas que estarão no repertório do show de hoje. Nas apresentações de hoje, amanhã e domingo o público ouvirá, entre outras, poética, Pato de cabidela, As harmonias do mocinho, Paraibana, Foge de mansinho, Amor sertanejo, Saudades do cafundó e Pela última vez.

Entre essas músicas ineditas há, além de choro, samba, maxixe, polca e valsa, ritmos nordestinos como xote, coco, frevo e até tango argentino. “No encerramento de cada show, para uma comunhão maior entre e plateia, tocaremos o palco clássico Carinhoso, tido como o hino não oficial brasileiro”, acrescentou Cazes.

Em maio, os músicos levarão o projeto para o estúdioonde gravarão quatro discos, com os seguintes títulos: Pixinguinha na roda, Pixinguinha virtuoso, Pixinguinha canção e Pixinguinha internacional. Na avaliação do público, alguns fatores foram determinantes para que muitas músicas do compositor escondidos fossem escondidas. Como boa parte foi composta no final da década de 1930, o preconceito racial pode ter sido um desses fatores.

Pixinguinha como nunca

Show com um sexteto instrumental e participação especial do cantor Marcelo Vianna, de hoje a domingo, às 19h30, no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (Setor de Clubes Norte). Bate papo com os músicos após apresentação de amanhã. Ingressos: R$ 30 e R$ 15 (meia entrada). Livro de classificação indicativa. Informações: 3108-7600.

  • 2022. Crédito: Marília Figueiredo/Disvulgação.  Cultura.  Espetáculo Pixinguinha Como Nunca, no CCBB Brasília.  Na foto, Sexteto do Nunca.

    Integrantes do sexteto que toca no espetáculo Pixinguinha como nunca
    Marília Figueiredo/Divulgação

  • Pixinguinha tocando Saxofone: o acervo do compositor tem preciosidades
    Divulgação/JCom/DA Press

Entrevista / Marcelo Vianna

Você esteve ao lado de Lu Araújo na montagem da exposição com o acervo de Pixinguinha no CCBB aqui em Brasília, em 2012. Que lembrança mostra?

Sim, uma exposição realizada no CCBB em 2012 fé marcante porque trazia muitas informações importantes, atualizando e iluminando um acervo fundamental em nossa história. Idealizei, assinei uma direção artística e realizei essa exposição com a Lu Araujo (curadora) e Caio Cezar (direção musical). Ficou tão linda e moderna que deu voyage de distração de um espaço físico Pixinguinha para tê-la em exposição permanente. Essa exposição foi a mais bem feita hoje, pois trazia uma atmosfera muito interessante e artística dele. Conseguimos ali um resultado promissória.

Após a exposição outros projetos?

Ao longo da minha avó, sempre realizei projetos sóbrios, idealizando a obra e do meu avô, buscando um olhar de dentro de minha vida. É uma alegria de fazer isso.Quando se falanada sobre Pixinguinha, mergulhando no seu universo, temos de estar concentrados porque cada nota nos leva a muitos lugares. São muitos caminhos que se abrem. Ele propunha muito, o tempo inteiro. Então, a leitura é ampla, rica. Ele nos permite esse voo.

Foi decisão da família deixar o acervo de Pixinguinha sob a guarda do Instituto Moreira Salles?

A obra é gigantesca, com composições e arranjos para as mais variadas frentes musicais. Pixinguinhas em vários formatos, em suas orquestras, conjuntos que era banda líder, acordose com vários formatos de banda, o que era preciso para a arte do espaço acessível. Não foram enviadas nem tocadas, além de não existiram músicas, por que chegaram, além de todas as partituras. Faith revelou um repertório totalmente inédito. Essas músicas estavam dentro do baú magico do meu avô, que, papai, Alfredo Vianna, guardava. O acervo fé levado ao IMS (Instituto Moreira Salles) do Rio de Janeiro para ser tratado e digitalizado. O trabalho realizado por eles, nas músicas inéditas, terminou recentemente. Agora foram reunidas numa série de espetáculos que depois de apresentado no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro e São Paulo será apresentado no CCBB de Brasília.

Como a fé tem participado de Henrique Cazes?

Henrique é de sua família. Considere-o um filho musical do meu avô. Não só pelos trabalhos realizados em sua obra, como também, por dar sequência a uma linhagem musical que é a nossa história. Ele trata e realiza isso com propriedade ancestral. Ele meu amigo e sempre me observou nos projetos que fazia. Eu também o observava. Nos juntamos em 2015 para uma série de aulas-espetáculos intitulada As Cinco Estaçõesem que aprofundamos os nossos conhecimentos e nossa amizade, além da detalhada.

Em seu trabalho de cantor tem predominância de composições de Pixinguinha?

O meu disco de estreia em 2002 Faith Teu nome, Pixinguinha, em que trazia algumas músicas inéditas que receberam letras de Paulo César Pinheiro, especialmente para o projeto. Mas a presença do repertório do meu avô na minha carreira não se configurou como predominante. O meu segundo disco, Cai dentro, Faith para revisitar e trazer à luz o repertório de Badenwell, um cara que foi porqueiro do meu pai, Alfredo Vianna, em início da carreira. Esse músico, violonista extraordinário, Faith quem me produziu a cantar.

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