Guerra na Ucrânia também cava trincheiras nas artes

Svetlana Zakharova, estrela maior do Bolshoi Ballet e do Teatro La Scala, coro da apresentação de “Silentium” em Moscovo. O momento foi a face visível de um conflito silencioso que afetou os artistas.

Svetla Zakharova é prina Zakharova ballerina, tendo todos possíveis no mundo da dança clássica. Aos 4 anos, a bailina de nacionalidade russa nascida em Ucrânia para quem quer tornar-se um símbolo de conflito do curso. Como resultado, todos os ataques da vida foram promovidos pela Rússia e privados públicos nas redes sociais, dado a quantidade de insultos que receberam da Ucrânia desde o início do dia da invasão da Ucrânia pela Rússia.

A neutralidade e o silêncio tornaram-se impraticáveis. “De acordo com as ações criminosas do Governo Russo, renunciamos ao nosso nome anterior. Concordamos que a Ucrânia e o resto do Mundo e a paz perderão os russos invasores na nossa terra. Glória à nossa terra.” Foi com esta mensagem que a companhia Royal Russian Ballet justificou a mudança para Royal Ukrainian Ballet. A companhia passou por Portugal em janeiro, onde perdeu um dos seus membros, Ilya Romanskiy, num acidente na praia de Canideloem Vila Nova de Gaia.

Na Royal Opera House, em Londres, cancelou a digressão do Ballet Bolshoi devido ao ataque à Ucrânia. “Uma temporada de verão do Bolshoi Ballet na Royal Opera House estava na etapa final de afirmação”, afirmou a instituição em comunicado. “Infelizmente, nas atuais, a temporada não pode ir adiante”, concluiu sem mais explicações. Também a companhia Russian State Ballet of Siberia, que apresentou seu Reino Unido de 2007, Deveria completou a temporada no Royal & Derngate em Northampton apresentou “Cinderela” e “O quebra-nozes”. Mas, no passado sábado, o teatro tuitou: “Dada a situação na Ucrânia, o Royal & Derngate tomou a decisão de cancelar como apresentações de hoje do Russian State Ballet”. As apresentações desta companhia também foram canceladas em Wolverhampton. Na sexta-feira, o teatro Helix, em Dublin, cancelou a apresentação de “O lago dos cisnes” pelo Royal Moscow Ballet “para se solidarizar com o povo da Ucrânia”.

Na Ópera de Paris também separou rapidamente as águas. “A história da Ópera Nacional de Paris é rica em laços fortes e estreitos entre a França e a Rússia, encarnados por artistas, compositores, dançarinos ou coreógrafos como Serge Diaghilev, Modeste Moussorgski, Rudolf Nureyev, Marius Petipa, Sergueï Prokofiev, Igor Stravinsky ou Piotr Todos os documentos, marcas históricas ao longo da história. A Ópera de Paris a sua exposição com solidariedade os defensores decidiu pelas autoridades russas e saúda a decisão que os artistas apoiam ao fim às suas atividades ligadas a este regime”, declaram a instituição .

Também o Festival de Castell de Peralada, na Catalunha, cancelou a apresentação do Mariinsky Ballet, de São Petersburgo, que deveria abrir o certo em julho. Neste sentido, o festival reivindica a necessidade de posicionamento dos teatros e festivais europeus contra a guerra. das instituições artísticas e dos seus directentes contra a guerra e um compromisso com a paz”.

Em Itália, o maestro russo Valery Gergiev, do Teatro La Scala, em Milão, conhecido como pró-Putin, foi intimado a tomar uma posição pública sóbria ou conflituosa. Como não o fez, limitando-se a produção”, que a instituição certificada como um “silêncio ensurdecedor fé perto e não sofreu à quele palco quando a reinicia este sábado. Também o Carnegie Hall de Nova Iorque e a Filarmónica de Munique fizeram a mesma exigência de Gergiev. O resultado repetido: na ausência de resposta, deu-se o seu reconhecimento. Neste dominado seguiram-se a soprano Anna Netrebko e a mesmíssima Svetlana Zakharova, também estrelas do Teatro la Scala.

Igualmente esta sexta-feira, o festival de cinema Fantasporto retirou o filme russo “Vladivostok”, do diretor Anton Bormatov, desta programação deste ano e manifestou solidariedade com a Ucrânia. “O Fantasporto não pode deixar de se solidarizar com o sofrimento dos ucranianos e com a defesa da Democracia”, escreveu uma organização do festival em comunicado.

“Face à situação criada pela invasão russa na Ucrânia”, a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva também anunciou que irá receber quatro artistas no imediato, a quem “será atribuído pela Fundação uma bolsa mensal de 650 euros, por um a definir, que permita uma continuação do seu trabalho em segurança – agora no atelier que foi de Maria Helena Vieira da Silva e de Arpad Szenes”, disseram em comunicado.

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