Giselle Beiguelman lançou o livro “Políticas da Imagem” – Jornal da USP

A edição, elaborada ao longo da pandemia, reúne ensaios em diálogo com obras de artistas pensadores. O lançamento será em julho

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“A arte é uma forma de pensar o mundo e um exercício de tensionamento do real”, comentou Giselle Beiguelman em sua coluna Abrir imagens (clique em nenhum jogador acima). Éssa reflexão que pontua no novo livro, Política da Imagemque a professora e artista da FAU-USP lançou pela Editora Ubu.

“A edição foi escrita ao longo da pandemia. Reúne apresenta-se sober como políticas artísticas da imagem em vários projetos que aparecem desde o começo dos anos 2000”, explicou uma professora. Os artigos, no entanto, não tratam dos trabalhos da artista. “São elaborados em diálogo com obras de artistas pensadores, de Eisenstein a Antonioni e de Rejane Cantoni e Lucas Bambozzi a Harum Farocki a Trevor Paglen.”

Embora inéditos, os textos resgatam trechos que Giselle Beiguelman escreveu para as revistas Trópico, SeLecT e Zum. Também revisitam obras anteriores da artista, como Futuros Possíveis, Memória da Amnésia e coronavidapromovendo uma discussão do campo das imagens e relações com os novos formatos de criação, distribuição e controle que se interpõem aos processos de digitalização da cultura.

Com temas específicos, os seis ensaios que o livro dividem um dia inteiro que atravessam a todos. As imagens, segundo a colunista, passaram a avaliar os elementos principais de comunicação do cotidiano, ocupando o centro da comunicação à infraestrutura, passando pelas biotecnologias e sistemas de leitura da fisiologia dos corpos. “Ao falar em políticas da imagem aqui, portero, não estamos falando apenas das associações entre políticas e imagem. Seguindo uma trilha aberta por Jacques Rancière, acredito, conforme elaboro ao longo deste livro, que as imagens são, para além do lugar da transmissão de ideias e linguagens, o campo das políticas.”

O livro uma análise das ambivalências da cultura da memória no tempo do digital, dos impactos da superdocumentação aos negacionismos históricos mediados por Inteligência Artificial, enfim, um mergulho nas políticas completa das imagens do Brasil. “Com foco no governo, o último ensaio do livro contempla a instrumentalização das redes extrema-direita, os memes do período e os governos nacional, a vida durante o governo da crise sanitária do coronavírus”, comenta a professora


Abrir imagens
Uma coluna Abrir imagenscom a professora Gisele Beiguelman, vai ao ar hoje segunda-feira às 8h, na Rádio USP (São Paulo 93,7 FM; Ribeirão Preto 107,9 FM) e também no YouTubecom produção do Jornal da USP e TV USP.

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(coluna atualizada em 21.06)

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