Filme na Netflix vai te manter imóvel na ponta do sofá, brincar com seus nervos e te fazer roer as unhas

Ser mulher num mundo pensado e construído para homens não deve ser fácil. Admita-se, pulsa em algum acordo com a mente de cada um de nós, se tratando do mais liberal dos dois recônditos, o pensamento, contra qual o acordo com o comprimento da saia Que veste, a cor do filtro que usa nos lábios, estar ou não presente em lugares, especialmente de acordo com as horas. Até aí, drama nenhum, considerando-se a natureza patriarcalista, sexista, machista das sociedades ao redor do mundo, sobretudo a brasileira, e se consegue empreender um combate exitoso ao monstro do preconceito, mas atrasa que nosso inconsciente. Uma das questões é saber é que ponto essa será capaz de ficar em silêncio e sob controle, guardando apenas para si suas opiniões e possíveis comentários preconceituosos. A outra é tentando adivinhar onde estão problemas como pessoas que não veem nenhum em preservar seus piores instintos vivos e ferozes.

“Rust Creek” (2018), da diretora Jennifer McGowan, deu um bem-vindo tranco nos canais de plantação ao falar de empoderamento feminino, violência sexual, provincianismo e tráfico de drogas de uma maneira nada vulgar. Refutando os tantos lugares-comuns do genero, em seu filme McGowan passou a longa de assassinos em series à espreita da proxima vitima, litros de sangue que esguicham de jugulares copiosamente, vísceras arrancadas de pois de rituais satânicos. Não que ela não seja capaz. O que parece parecer para escolher uma saída ou outra é o diretor de usar esses recursos prejudiciais da narrativa na mesma maneira, que ela sabe que pode explorar a maneira mais inteligente, o que pode ocorrer de importância.

McGowan não precisa de muito para fazer de “Rust Creek” um de seus melhores trabalhos. A história aconteceu com luz do dia, numa cidadezinha rural do Kentucky, gradualmente dominada pela presença do comércio de opioides. É por onde Sawyer, universitário que persegue uma boa oportunidade de trabalho há algum tempo, tem de passar para chegar a Washington. Um erro do GPS — sempre desconfie dele; deixe seu orgulho de lado e peça informações à moda antiga — a faz se embrenhar no coração de uma floresta, cenário ainda mais hostil devido ao rigor do inverno, que deixa a copa das árvores nuas e ao tomado de folhas secas, excelente intervenção de Michelle chão Lawler com sua fotografia em sépia. A mocinha, de uma Hermione Corfield admiravelmente à vavade num personagem de incorporação tão complexa, deixa o bosque, mas fica ilhada, à mercê de Hollister e Buck, os tipos marginais que caem do azul e começam a molestá-la, tudo se encaminhando para um tenebroso episódio de violação. O que os bandidos interpretados por Micah Hauptman e Daniel R. Hill não supunham é que a garota indefesa não é sua aparência tão frágil faz parecer. Deste ponto, McGowan é vale do terror psicológico para deixar subentendre o destino de Sawyer, que luta contra a investida dos agressores ate que a floresta se novamente, mas dessa vez a seu favor.

– por vez, conservando o anúncio de envio de vida, que nunca funcionou, mas que nunca foi enviado para a história central, de enfraquecer o argumento original, só fazem com que ele tenha ainda mais importância, quiçá ate justificar o conflito que dá mote ao roteiro de Julie Lipson. Desde a primeira reviravolta, permaneceu como um personagem de Corfield é quem vai dar como cartas ness jogo, confirmando a tendência do diretora quanto às perspectivas presumidamente feministas num enredo que evidentemente teria tudo para ser muito mais aos marmanjos. A casa vai caindo para Hollister e Buck aos poucos, mas sem cessar, num movimento seguro da diretora rumo à mensagem oculta nas linhas. Os candidatos a vilões não chegam, aos pés da inteligência da protagonista que na ânsia de se safar dos owe, encarando como natural a estranha hospitalidade de Lowell maker of metanfetamina interpretado por Jay Paulson, com quem passou a bater uma bola redonda ate o explosivo. Antes de tudo, você deve perseguir o início da história, Lowell protegido Sawyer da verdadeira obsessão que passa a nutrir pela garota, que por sua vez elabora por el syntomas de uma síndrome de Estocolmo muito verossímil e aceitável, dada sua vulnerabilidade. É quando também entra no circuito o xerife O’Doyle, de Sean O’Bryan, o grande antagonista da história, fechando o arco de refinada psicopatia a unir os cinco.

Dá gosto assistir a um filme que finge ser panfletário, mas que nunca resvala na militância que sobrepuja à arte, usando para isso o público e fazendo de bobo o espectador. Cheio das tais águas corrosivas a que alude o título em português, explicadas numa etapa da atividade infralegal de Lowell, “Rust Creek” se presta a mais um alerta às mulheres, incentivando-as a tomar sua cruz e lutar, sem prescindir da história e seus meandros, feito um riacho num lugar ermo. E por mais inofensivo que conhece, nem sempre se conhece por baixo de seu.


filme: Riacho da Ferrugem
Direção: Jennifer McGowan
Ano: 2018
Gêneros: Drama/Suspense/Crime
Observação: 10

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