exposição retratar na periferia dos grandes centros

postado em 19/03/2022 06:00


Foto da exposição Trilogia Limítrofe, de Daniel Moreira – (crédito: Daniel Moreira)

Daniel Moreira veio se interessar por pela vida à beira das estradas brasileiras, em 2010, quando percorreu um trecho da BR381 durante cinco anos para fotografar. O artista mineiro queria registrar o cotidiano de andarilhos na região. “Comecei a reparar na interação dos usuários com a comunicação e o espaço é a fotografia a relação do ser humano acessível, como a interação dos usuários com a presença do homem, como se explica com a presença do homem”, explicou Moreira, que mostra o resultado na exposição Trilogia na fronteira, in cartaz na Galeria Marcantonio Vilaça do Centro Cultural do Tribunal de Contas da União (TCU). A exposição com 67 fotografias tem curadoria de Cinara Barbosa.

Moreira escolheu um trecho de 200 Km da estrada conhecida como rodovia da morte, uma das mais perigosas do Brasil. Para percorrer a distância em segurança, ele levou cerca de oito horas. Nas margens da rodovia, photografava tem visto em suspensão de pessoas que tem estrada como pouso. “A estrada é um lugar de passagem rápida, mas para quem mora na passagem, é um espaço mais lento. , avisa o fotógrafo, para o qual uma das referências foram como esculturas dos profetas de Aleijadinho, que ele encara como andarilhos. Para série de fotografias, ele deu o nome de Paisagismo Móvel 381 e, a partir desse trabalho, começou a criar um segundo ensaio, chamado de desencanto Os parques e circos dedicados que encontraram na beira da estrada.

  • Exposição Trilogia Limítrofe, de Daniel Moreira, no cartaz no espaço marcantonio vilaça do TCU

    Exposição Trilogia Limítrofe, de Daniel Moreira, no cartaz no espaço marcantonio vilaça do TCU
    Daniel Moreira

  • Exposição Trilogia Limítrofe, de Daniel Moreira, no cartaz no espaço marcantonio vilaça do TCU

    Exposição Trilogia Limítrofe, de Daniel Moreira, no cartaz no espaço marcantonio vilaça do TCU
    Daniel Moreira

  • Exposição Trilogia Limítrofe, de Daniel Moreira, no cartaz no espaço marcantonio vilaça do TCU

    Exposição Trilogia Limítrofe, de Daniel Moreira, no cartaz no espaço marcantonio vilaça do TCU
    Daniel Moreira

  • Fotógrafo e artista mineiro Daniel Moreira

    Fotógrafo e artista mineiro Daniel Moreira
    Imagem Mineral

Ensaios espaços de lazer não chegam a ser fixos e são fruto do mesmo movimento empreendido pelos andarilhos. “Comece a pesquisar sobre esse desprendimento das periferias que utilizam parques para se compreender de uma realidade dura e de transporte num momento de diversão”, As ocupações urbanas de Belo Horizonte estão no terceiro ensaio apresentado na exposição, Sob o mesmo céu. Se nas duas primeiras casas da série as imagens foram realizadas em preto e branco, ao entrar nas pessoas, ele escolhe a fotografia em cor. “Nas ocupações, vi uma vida muito pulsante no sentido da esperança, então a fotografar em cor, e em filme, porque queria imagens mais orgânicas”, explicou.

Há muito da narrativa documental nas imagens de Moreira, embora ele faça questão de avisar que não é fotojornalista nem pretenda fazer um registro puramente histórico. “A exposição é mais um estudo, um recorte dentro do meu imaginário. Não sou um fotojornalista, meu trabalho vai muito na linha da imagem documental com diálogo com as artes visuais. Edito as imagens para tentar externar o mundo que consegui enxergar, que vivi , mas não necessariamente o mundo em que essas pessoas vivem”, aconselhou.

No total, foram 10 anos de pesquisas e cadastre nossas docas o artista procure refletir sóbria a vida nas áreas periféricas dos grandes centros urbanos. “Sem perceber, criei um conjunto de pesquisas em que dialogo com a problemática da moradia brasileira. Não era meu projeto, quando fini esse esse 10 anos de, fuja convidado para fazer uma exposição em Montevidéu (Uruguai) e vi que tinha um conjunto de imagens que formavam uma trilogia com o mesmo tema”, avalia o artista, que mostra o conjunto no Brasil pela primeira vez.

Trilogia na fronteira

Exposição de Daniel Moreira. Curadoria: Cinara Barbosa. Visitação a 4 de junho, de quinta a sexta, das 9h às 18h, e sábado, das 11h às 17h, na Galeria Marcantonio Vilaça Centro Cultural TCU (Setor de Clubes Esportivos Sul Trecho 3).

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