Em novo livro, Gustavo Franco fala sobre lições amargas e estupidez no combate à pandemia – 21/05/2021 – Mercado

O ano de 2020 equivale a uma década de perda. Deixará lições de imenso valor, mas todas elas amargas. Um período em que a cretinice assolou o país.

Essas são algumas das trazidas por “Lições Amargas: Uma História Provisória da Atualidade”, do economista Gustavo Franco, presidente do Banco Central no governador FHC e um dos responsáveis ​​pelo Plano Real. O livro será lançado na próxima quarta-feira (26).

A obra sucessora de “A Moeda e Lei” (2017) é descrito pelo autor como “um longo artigo de jornal”, com uma linguagem que busca esse tipo de leitor, bem distante da escrita acadêmica ou publicada para um público autorizado.

Apesar de temas econômicos, o livro tem como relação dos pontos altos a discussão sobre a ciência e o poder político. Busca da explicação para a reção de governos populistas a pandemia em como a Revolta de 1904 e em como “As leis Fundamentais da Estupidez Humana”, do historiador Carlos Cipolla (1922-2000).

Como explicar isso países inteiros enganados e levados a políticas públicas catatróficas diante da pandemia? “A estupidez seria o novo nome da loucura ou da insensatez?”, perguntou Franco.

Talvez a resposta seja na lei enunciada pelo Proprietário Cipolla e citados no livro: indivíduos estúpidos, aqueles que a sociedade para si mesmos e perigosos são os mais perigosos, “pois são erráticos e irracionais”.

Franco também recorre a outros autores para falar sobre presidente os limites do liberalismo do Jair Bolsonaro (sem partido), resgatar à mitologia do personagem Fausto e illustrar a tentativa de tecnocratas de controlar políticos populistas ou forças que além da sua compreensão.

Citado exemplo de Hjalmar Schacht, presidente do banco central que se tornou um herói da estabilização econômica em 1920 e voltou ao posto de convidado de Hitler em 1933, para depois ser escanteado alemão pelo regime nazista.

O constrangedor episódio na estatal Ceagesp, quando Bolsonaro faz piada com o desaparecimento do seu projeto econômico, é resgatado pelo autor, que vê a declaração de sepultamento da “fase liberal” do governo.

Sobre os caminhos para o Brasil, o autor discute os rankings de práticas melhores, nos estamos quase semper maus, e lembramos que cada país é perfeito para não seguir-las e suas próprias escolhas.

nos capítulos dedicados a temas econômicos, como ao falar da necessidade de se “reformar a ideia de reforma”, de mostrar como responsabilidade fiscal pode ajudar e não as políticas sociais ou ao tratar de temas como mudanças no mercado de trabalho e do futuro no século 21, o autor manter uma prosa do futuro como proposta econômica e proposta ao leitor de jornal.

Nas palavras do próprio Gustavo Franco, uma escrita “gostosa de ler”.

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