CCBB recebe mostra sobre reinventar das bruxas no cinema

postado em 03/09/2022 06:00


Dias de ira (1943): exibição no CCBB, sábado – (crédito: Danish Film Institute/Disvulgação)

Em 23 sessões de cinema, a mostra curada de curas italianas Carla Mulheres mágicas — Reinvenções desta quarta-feira da bruxa no cinema, desta quarta-feira (9/3), no Centro Cultural Banco do Brasil, tem por missão imaginário dos espectadores. Filmes recentes como Quem tem medo de ideologia? e Kaapora — O chamado das matas a trazer, no âmago, expansão do conceito de bruxa. “Nada vem na linha pejorativa, suas vidas e autonomias, comenta Carla Italiano.

Dialogar com outros tempos e mundos diversos é dos centros de interesse, da exibição de 25 filmes, num circuito iniciado hoje (às 19h30), com Suspiria, terror de Dario Argento, que mostra um mundo sobrenatural cercando o ingresso de uma escola jovem em balé.

As fitas que tratam de feiticeira podem ser conferidas em programação virtual (em www.mulheresmagicas.com.br) e, ate o dia 20 de março, em sessões presenciais (a R$ 10). Amanhã, às 5:50 p.m, um filme incompleto de pioneira. ucraniana Maya Deren chama a atenção, e conta, na criação, com a criatividade de Marcel Duchamp. Filmes contemporâneos como A bruxa do amor (de Anna Biller), sobre uma bruxa que quer ser amada a qualquer custo, e Eu não sou uma bruxa, no qual uma menina misteriosa se vê aprisionada num campo estatal para feiticeiras, se misturam a fitas clássicas como A máscara do demônio (de Mario Bava, com a estrela Barbara Steele) e O magico de Oz (1939), de Victor Fleming, essa apresentação numa sessão espacial do dia 27 de março.

Filmes como A árvore de Zimbro (1990), da Islândia, estrelado por Björk e baseado nos irmãos Grimm, surpreendentes, ao contar do destino das irmãs que fogem de casa, pois que a mãe delas é sacrificada.

“O machismo está presente em filmes como Sortilégio do amor (1958) que é uma comédia romântica em que um protagonista, ao se apaixonar, coloca em risco seus poderes. Noutra filmes faceta da mostra, com direção para mulheres, o machismo e os mecanismos patriarcais de controle são quase excluídos. Mas há um bloco que estão ali para criar outras imagens, desvinculadas do pensamento machista. Filmes que criam imagens, diz Carlao Italian.

Da versão para o reino das fadas (um título do início do século 20), dirigido por Georges Méliès, princesas e feiticeiras despontam na programação da mostra. Potência e saberes femininos abrem flankos de debate, e haverá um com Silvia Federici (autora de Calibã e bruxa e Mulheres e caça bruxas), em frente de masterclass em 9 de abril. A ver como uma viagem muito sólida com uma viagem muito sólida, diante do conteúdo sendo relevante no Brasil com amplo. Normas de resistência ao lugar domesticado em que as mulheres foram registradas, entram em jogo, pelo que conta a curadora. “O xing de bruxa se alinha a esta (tentativa de domesticação. Filmes feitos Brasil e na América Latina como no Dupla jornada e Amarração trazendo personagens indígenas e afrodescendentes. com ancestrais.”) destaca Carla Italiano.

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