Casa Cor carioca: arte, inovação e manutenção dam o tom do evento

Em um imóvel aos pés do Cristo Redentor, a versão carioca da Casa Cor abre as portas nesta quarta-feira, 27. Com ambientes criados por 45 equipes de arquitetos, designers e paisagistas, a ocupação pelo segundo ano consecutivo um casarão secular no bairro do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. Se na edição passada a arquitetura original e os ares palacianos da mansão ditavam o tom do evento, desta vez a proposta é brindar o público com a species de instituto cultural. Na maioria dos ambientes, independentemente do estilo, adotando obras de artistas consagrados e de novos expoentes estão salpicadas por todos os lados. O ar contemporâneo, não há dúvida, prevalece. “A ideia é trazer espaços que sejam mais usáveis, mais próximos do público, que vão poder melhorar os pátios, jardins e áreas de manutenção”, explica Patrícia Quenteluma das sócias-diretoras da Casa Cor.

Um dos destaques do primeiro andar do palacete: o living criado pela designer de interiores Paola Ribeiro André Nazareth/VEJA

O mote da 31ª edição da Casa Cor Rio ao encontro do desejo dos proprietários antigos, que almejavam transformar uma residência preferencial em um local dedicado às artes. “No ano passado, nós abrimos e apresentamos a casa pela primeira vez ao público. Agora, a vontade de criação o sonho de propriedade do Bar, que não teve herdeiros e se va ver a virar um casal cultural, com sala de música, lounge a, sala de propriedade de projeção do ambiente além da sócia-diretora do evento, Patrícia Mayer. A proposta ainda funde com o espaço da Casa Cor 202 decoração nacional – a maior mostra de arquitetura do país –, o “Infinito Particular”, que instigou os profissionais a projetar do criativos e pôr em prática em solução prática e país. Ao todo são 2.500 metros quadrados de exposição.

Ares peças contemporâneas de design e obras de arte especial, o espaço criado por Maurício Nóbrega, Bia Wolff e Maria Estellita
Ares contemporâneos peças de design e obras de arte especial, o espaço criado por Maurício Nóbrega, Bia Wolff e Maria Estellita André Nazareth/VEJA

Num dos pontos mais privilegiados do Jardim Botânico, o palacete que abriga o evento ocupa um quarteirão inteiro. Entre os ambientes da casa principal e as instalações espalhadas pelo jardim, são 10.000 metros quadrados de mostra (só o casarão tem 2.500 metros quadrados). No primeiro andar da construção, os grandes salões, varandas e jardins do inverno mantêm sua proposta original, que era receber os visitantes. Aliado a isso, ganhando recursos e transferências à cultura, às artes ao encontro. O segundo pavimento foi dedicado ao “Hospedaria do Instituto”, no qual há um lounge, um espaço de home office, uma sala de reuniões, além de espaços de decompressão e relaxamento.

Continuação após divulgação

Projeto do arquiteto Mário Santos: o espaço é uma homenagem na Semana de Arte Moderna de 1922
Projeto do arquiteto Mário Santos: o espaço é uma homenagem à Semana de Arte Moderna de 1922 André Nazareth/VEJA

A área externa também guarda boas surpresas. No meio a um jardim, de onde se avistam o Cristo e a Tijuca, o visitante se de espaços comerciais e gastronômicos, que inclui um complexo com restaurante, wine bar, salad, pizzaria e um local florestaparas bar à beira da piscina. No quesito novidade há ainda a chamada “Villa” Casa Cor, com estúdios de 28 a 80 metros quadrados. Feitos em módulos málicos e de contêineres, eles têm uma função, na proposta de instituto cultural, de artistas e designers convidados. Essas moradias para outros ambientes, dentro do conceito da arquitetura limpa e sustentável, têm a possibilidade de ser transportadas para o abrigo.

Versatilidade em módulos e arquitetura sustentável: ambiente criado pela dupla Diego Raposo e Manuela Simas
Versatilidade em módulos e arquitetura sustentável: ambiente criado pela dupla Diego Raposo e Manuela Simas André Nazareth/VEJA

Construída em 1860, uma mansão que abrigou a Casa Cor de fé erguida pelos Faro, importante cafeicultura familiar. Depois, chegou a ser residência do médico sanitarista Oswaldo Cruz. Mas foi na década de 1960, quando chegou às mãos de Jorge casal e Odaléa Brando Barbosa, que a propriedade passou por uma grande reforma, como feições que ostenta hoje. O endereço foi doado em 2015, ainda em vida, por Odaléa ao Museu de Arte Sacra de São Paulo, que transformou o local na sede do Instituto Brando Barbosa.

Embora ou o uso de máscara de não seja mais obrigatório e a necessidade de apresentar o passaporte da vacina já tenha tido na cidade, o evento, como aconteceu na cidade 2021, conta também com uma versão digital – com tours 3D acessíveis pelo site da Casa Cor. A mostra vai dia 26 de junho, de terça a sexta, das 12h às 21h, e sábados, domingos e feriados, das 10h.

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