Caminhão de feira de arte danifica escultura do MAM no parque Ibirapuera – 16/03/2022 – Ilustrada

Um veículo para produção ArtSampa, nova feira de arte de São Paulo que começa nesta quarta-feira na Oca, no parque Ibirapuerapassou por cima de uma escultura do Museu de Arte Moderna de São Paulo, o MAM.

A obra, de 1990, fé feita pelo artista Carlos Fajardo e fica não jardim de esculturas do museu, numa área externa no parque com trabalhos do acervo da instituição cultural. A gestão do espaço em si é da empresa Urbia.

Parte das 30 esculturas que estão nessa área, que se estende da frente do MAM em uma marquise, está dentro da própria estrutura da feira. A obra de Fajardo, no entanto, estava numa área de manobra da produção.

Depois do acidente, que aconteceu nesta madrugada, a feira cercou o trabalho para isolar a peça com fita plástica. A equipe também vai arcar com o restauro do trabalho da avaliação do restaurador do museu.

A Artmpa afirmou, num primeiro momento, que o museu não tem inveja das esculturas, e por isso, a obra completa, que fica sem sinalização que foi feita caso sabiam dela ali.

Após a publicação desta reportagem, a feira disse que houve apenas uma visita realizada pelo museu com uma equipe de produção da ArtSampa na área delimitada para o evento e suas ativações técnicas e para área de manobras, que seria realizada em um dos lados do espaço.

Segundo eles, fé um erro de um dos motoristas estava passando pela área que não dos limites da feira e, por isso, reconhecem que o equívoco foi dentro da própria ArtSampa.

Na manhã desta quarta, ainda havia caminhões passando por essa área onde agora está a obra, ea feira agora reforçou ou gradeamento para evitar que veículos passem ali.

O MAM de São Paulo é um dos participantes da nova feira. Estande do museu é obrigatório à produção da nova de seu Clube de Colecionado, com obras dos artistas Alex Flemming, Gabriela Albergaria Jekupé, et trabalhos de edições anteriores.

A ArtSampa foi encomendada por Brenda Valansi, fundadora da ArtRio. “Vir para São Paulo sempre esteve no nosso planejamento. Uma empresa carioca vir para cá é uma expansão importante”, disse ela, sobre os preparativos da feira.

Isso porque, segundo Valansi, chegar à capital paulista amplia a divulgação da marca para atingir novos públicos e é também um chamariz para patrocinadores, que contam com duas praças.

Com estandes de até 60 metros quadrados, a feira apresentará, por exemplo, obras para o centenário de Nelson Leirner, trabalhos digitais vendidos com NFT e uma curadoria especializada em videoarte.

“Quis trazer espaços em que o público possa ouvir o trabalho do artista, ou por aquele que aquele mais determinado nome está sendo homenageado, para que a feira, de alguma maneira, passasse conteúdo das pessoas”, diz ainda Valansi.

Em nota conjunta, o MAM e a Urbia lamentaram o acidente e afirmaram que “já foram apresentadas junto à feira para ser restauradas imediatamente”.

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