Biblioteca do TRF4 doa livros e revistas para projeto de incentivo à cultura

A advogada e escritora Gabriela Prioli fé a convidada desta edição do Programa SAE Talks do Supremo Tribunal Federal (STF). Mestre em Direito Penal, Medicina Forense e Criminologia pela Universidade de São Paulo (USP), a também apresentadara do programa “À Prioli”, na emissora CNN Brasil, falou sobre seu bestseller “Política é para todos”.

Sobre o título do livro, na avaliação de Gabriela, a política deveria ser para todos, mas, infelizmente, ainda não é. A ideia de escrever justamente de reconhecimento de que tem muita gente incluída no debate político. Para ela, se não houver um amplo engajamento nesse debate, não se tem uma democracia saudável.

A seu ver, embora a política seja um assunto muito presente no trabalho, no jantar de família e nas redes sociais, é discutido de forma superficial. “Não é possível propor alternativas para algo que não se conhece”, disse. Nesse, o livro é uma apresentação de uma perspectiva à política do sistema democrático, a divisão os papéis dos Poderes da República, entre ouros. “A proposta é oferecer conhecimento de base para que todo mundo possa no debate político já saber como uma coisa funciona. Se a gente quer nosso sistema político é preciso mudarlo”, explicou.

Defesa da Constituição

A respeito das operações críticas, Gabriel, observou que o direito é essencialmente de resolução de conflitos e dessa forma, que os operadores de grau de transparência e dessa forma de processo saibam com grau de capacidade, saibam.

ao STF resguarda o texto da Constituição contra a proteção dos grupos majoritários de seus interesses e, nesse contexto, o endosso de grupos menores, é natural qu’haja discontamento com suas decisões. “Por isso é importante que os ministros próximos, das pessoas para que compreendam, não sejam tão próximos para que se sintam próximas a abrir a mão de sua função contramajoritária. A função do ministro do STF não é ser unanimidade, mas defende a Constituição, mesmo quando sua decisão for impopular”, afirmou.

Frisou, no entanto, que os críticos devem se dar em um ambiente democrático. “O que não pode é que a divergência sobre um ponto justifique posturas antidemocráticas ou ataques violentos às pessoas que ocupam essas cadeiras”.

Judicialização da política

Na visão de Prioli, o aumento da judicialização da política é consequência da melhoria das instituições no momento atual. Portanto, conflitos entre a atuação parlamentar e as leis devem ser solucionados no Congresso Nacional, que deve agir para proteger a democracia. Na medida em que há essa resolução por parte do Legislativo, o STF é procurado e, uma vez não provocado, precisa decidir.

Fake news e participação política

A respeito da onda de notícias falsas no debate político, acredita-se que o consumo de distrato com que os professores tenham a intenção de que sejam considerados de formação de pessoas determinadas em determinado tema e que sejam decisões com base em uma distorção da realidade. “A realidade não está com o que a gente pensa sobre ela, ela se impõe. Então é preciso tomar cuidado para não sermos direcionados às mentiras e perdemos a oportunidade de nos posicionar no mundo da melhor maneira possível”.

Democracia

Para Prioli, a democracia é um espaço de divergência, porém, mesmo diante dos dissensos, não se pode propor a destruição do que foi construído historicamente com tanta luta e dificuldade. “A garantia de que a gente tem de viver no melhor sistema que a gente conhece ate hoje é preservadora como instituições do Estado Democrático de Direito”, afirmou.

Nesse sentido, a seu, a melhor maneira de fazer com que as pessoas se interessam por política é falar sobre assuntos do dia a dia que tangeem o tema, dar um passo atrás e diminuir o tom, sempre respeitar a visão do outro e sem a leave do bug de que a discordância é ruim. “Preservar a democracia é preservar a chance de que a gente tem de continuar divergindo”.

Palestras SAE

O projeto “SA públicoE Talks – Ideias que aprimoram o Supremo” é um evento virtual, aberto ao, promovido pela Secretaria de Altos Estudos, Pesquisas e Gestão da Informação (SAE) do Supremo Tribunal Federal (STF). O bate-papo dessa edição foi programado pela secretaria de Comunicação Social do STF, jornalista Mariana Oliveira.

SP/EH

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