Artista plastica Mary Dutra investe no transporte de obras sem geração de lixo – Revista Marie Claire

Mary Dutra, artista plástica carioca, fala sobre exposição que reflete sobre o tempo (Foto: Reprodução / Karyme França)

Maria Dutraartista plastica carioca, leva para a cidade de Niterói a segunda edição da sua exposição individual Se fé, ritmo. Feita pendente de pandemia, a mostra reflete sobre o tempo ao longo de 19 telas expostas meses às variações climáticas durante seis e obras feitas com materiais ressignificados. E um dos grandes pilares é, justamente, a sustentabilidade.

A artista fez questão que todo o transporte das obras não utilizasse plástico e não gerasse lixo, além de reutilizar todo material que serve para embalar as obras. “O projeto visa o desenvolvimento de embalagens retornáveis ​​para o transporte de obras plásticas, sem a utilização de obras plásticas e sem geração de lixo. Utilizar como tecido de matéria prima reciclada e 100% algodão”, conta ela para Maria Clara. “O que as embalagens sejam replicais e sirvam de modelo para outras promoções ambientais”, visando a preservação do meio ambiente e mantendo a consciência para o segmento do artista.

“Se o Louvre conseguiu evacuar 3.120 pinturas e milhares de antiguidades durante a Segunda Guerra sem a utilização de bolha plástica (que foi criado em 1957), também podemos eliminar este material do nosso transporte”, afirma.

De acordo com Mary, esse mesmo processo é aplicado nas vendas. “Quando entregamos uma obra ao pedido na portaria para buscarmos depois”, fala.

Mary Dutra apresentou obras feitas pendentes à pandemia e que reflexion sobre o tempo (Foto: Reprodução / Instagram)

Mary Dutra apresentou obras feitas Durante a pandemia e que reflexem sobre o tempo (Foto: Reprodução / Karyme França)

As obras também contam com materiais ressignificados, como plásticos que foram em viagens, pisos de estúdio antigo, sobras de telas, entre outros. “Os documentos de transporte de marcas de outros tempos e quadros passados.

A tem curadoria de Tartaglia Arte de Roma e é provável em algumas seções, como Ficou ao ritmo, Passou o tempoe O sentido do tempo é a desordem. Quanto falta para quebrar?. Neles, pinturas, instalações, videoarte, objetos, textos, painéis, painéis e caligrafia criam uma atmosfera imersiva, sensorial e reflexiva.

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Como todas as obras são expostas ao sol e ao vento, e são umas obras criadas digitalmente através de QR Code, onde o público pode saber mais sóbrio o processo criativo de cada quadro. Esta seção traz ainda textos escritos por máquina de escrever durante a pandemia. A ideia é promover uma autorreflexão sobre como temos o nosso tempo.

Ao todo, são 36 obras distribuídas pelas quatro principais salas do Espaço Cultural Correios Niterói, considerado o espaço mais nobre do prédio. A mostra fica em cartaz de 12 de março a 23 de abril de 2022 e tem entrada gratuita.

Mary Dutra apresentou obras feitas Durante a pandemia e que reflexem sobre o tempo (Foto: Reprodução / Divulgação)

Mary Dutra apresentou obras feitas Durante a pandemia e que reflexem sobre o tempo (Foto: Reprodução / Divulgação)

Todo o transporte das artes de Mary Dutra são feitas de maneira reciclável (Foto: Reprodução / Instagram)

Todo o transporte das artes de Mary Dutra são feitas de maneira reciclável (Foto: Reprodução / Divulgação)

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