Após 2 anos fechado ao público, Marco reabre com a 1ª Temporada de Exposições – Artes

Criação da artista Poppy Carpio. (Foto: Divulgação)

Depois de anos fechados ao público, o Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul, o Marco, reabre no próximo dia 23 de março, com a 1ª Temporada de Exposições 2022. Com entrada gratuita, exposição traz obras de destaque nas artes plásticas não Estado.

Nesta 1ª Temporada de Exposição dos artistas Arlete Santarosa com o trabalho “Xilos”, Patrícia Pontes e Mariana Arndt com a exposição de fotografias “Varais” e “Portunhol Selvagem Feminista” e o Coletivo com a exposição “Entre Territórios”.

Para Arlete Santarosa, a gravura é uma verdadeira construção física e mental, fruto de demorada reflexão e conhecimento profundo da matéria. Há todo um tempo a ser para a sua execução, onde os processos de pensar e fazer são tão importantes quanto a obra final A imagem invertida, o veio da madeira, as marcas do corte das goivas são as primeiras tarefas na execução de uma xilogravura.

“O desafio grande neste tipo de processo de busca é uma força constante na minha linha de movimento sinuosa, que representa ao redor. Ao ter a oportunidade de exportar no MARCO, trouxe obras em preto e branco e cores de diferentes da minha carreira de mais de 30 anos, selecionando entre outras, como séries: “Releituras de Dürer”; “Cenas da Cidade” e interpretação do livro “O Pequeno Príncipe” de Saint Exupéry”, conta.

Desde que ela o Marco em 2008, o museu sempre foi um incentivador na sua forma de receber e valorizar a arte. Naquele ano, em porqueria com a artista Lana Lanna, ela realizou um grande projeto de xilogravura e gravura em metal chamado “Diálogos Gravados” que acolhido pelo museu numa grande exposição.

“Além disso, o museu tem no seu acervo toda a produção completa desta porque que infelizmente se desfez com o falecimento da Lana em 2010. muito nos orgulha”, conta.

Obra da artista Arlete Santarosa.  (Foto: Divulgação)
Obra da artista Arlete Santarosa. (Foto: Divulgação)

A exposição “Varais”, de Patrícia Pontes, falhou na tentativa de libertar-se, tema que para ela, em 2020, era puramente emocional, mas que Durante a pandemia se tornou uma realidade preocupante. “Essa exposição tão grande por mim, num museu de melhor hora possível. Momento em que todos nós experimentamos um pouco de liberdade, mas ainda estamos presos a preocupações e medos que se potencializaram no decorrer dos últimos 2 últimos. Depois de dever anos de pandemia melancólica, é com grande alegria que exponho minhas fotografias no Marco”, afirmou Pontes.

Por Ana Paula Macedo Cartapatti Kaimoti, professora do IFMS, campus Ponta Porã, exposição “Portunhol Selvagem Feminista” da artista fotógrafa Mariana Arndt, arte-educadora da fronteira, reelaboração, emp perspectiva baseada em gênero, a poética do escritor Douglas Diegues.

“Nesse, deslocamento e substitutos como alusões fálicas à potência masculina da poesia do autor para o mosaico de corpos e referências das cais emergem brasiguaia bordereiriça. Junto com muitos poemas de Diegues, nossos cais onde eu-lírico flana pelas calles de Asunción, Pedro Juan Caballero e Campo Grande, entre outras cidades que se tornam matéria-prima poética, nessa série em construção, a flânerie da fotógrafa encena uma história invisível , por meio placas da conurbação fronteriza, rasura periférica dos grandes centros e culturais”, comentário.

“Participar da 1ª Temporada de Exposições do MARCO em 2022 vai ser muito especial, par mim, por diversos. Em primeiro lugar, por ser mês de março, mês de luta das mulheres contra as desigualdades, o machismo, o racismo, a lesbofobia, a transfobia, o feminicídio, enfim, contra toda a violência, em suas diversas formas, que as mulheres sofrem . Em lugar, por marcar a reabertura de um espaço, mas importante para as mulheres, os segundos por uma equipe que tem tanto para este acontecimento e que batalharam tanto para este acontecimento. E, para finalizar, está na 1ª marca de um ano em que menos, devido à ciência, que nos foi forçada a vacina, que nos permite este reencontro”, destacou Maria Arndt.

Uma das fotografias que parte da temporada de exposição.  (Foto: Divulgação)
Uma das fotografias que parte da temporada de exposição. (Foto: Divulgação)

“Entre-Territórios” nasce do encontro de quatro artistas artísticos de limites geopolíticos distintos – Ásia-Argentina (Maria Chiang), Colômbia (Julián Vargas e Miguel Benavides) e Venezuela (Poppy Carpio) que se encontram na coincidência de serem caminhantes na A geografia brasileira, e que em algum momento suas produções refletem sobre os sentidos possíveis para pensar o território e suas fronteiras – ele físico, político ou imaginário – presente no próprio cotidiano ou em algum momento pontual da vida do artista.

“Desta forma, a exposição no MARCO faz possível reunir essa diversidade de olhares e propostas que busca refletir sóbrios os conceitos de território e bordereira atestados ao próprio fazer artístico de cada um dos artistas envolvidos. Como você pode ter certeza, você quer perfurar com suas próprias mãos e engrenagens para pensar e significar seu design, como um grande território, muita gente e constantemente invenção de outros”, disse Poppy Carpio.

Como eventos acontecem no Marco, costumam receber diversas escolas e públicos para visitas de mídia, muitas das escolas de cais de estudantes participantes ainda de ações educativas, fomentando o desenvolvimento artístico e cultural de MS. “Estamos muito felizes com a reabertura do Marco. Nós devemos apenas anos com atividades internas e ações virtuais. Sentimos muita falta de interação com o público. O museu fez 30 anos e temos muito a comemorar. Nada mais significativo do que reabrirmos com a temporada de exposição”, destacou a coordenadora do Marco, Lúcia Monte Serrat.

Diretor-presidente da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), Gustavo Cegonha ressalta a importância do museu para o fomento das artes no Estado. “É importante toda a reabertura do MARCO de muitos anos da sociedade Expostas com as Temporadas de muitas posições, uma vez que os últimos tempos foram de muita apreensão por conta da pandemia. Mas agora acreditamos que com a reabertura, o público vai voltar a frequentar o museu”, concluiu.

Serviço – 1ª Temporada de Exposições do Marco tem início no próximo dia 23 e termina no dia 5 de junho de 2022. .

O Museu de Arte Contemporânea fica na Rua Antônio Maria Coelho, nº 6000, no Parque das Nações Indígenas.

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