Apanhadão: Filho narrata em livro últimos dias de Gabriel García Márquez

Estadão vislumbra autor de ‘Gabo & Mercedes: uma despedida’, que sai no Brasil pela Record; a Folha publica matéria sobre o reerguimento da rede americana da biblioteca Barnes & Noble, depois da crise com chegada da Amazon

O Estádio entrevista Rodrigo García, filho do escritor colombiano Gabriel García Márquez [foto], ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1982. Quando começou a companhar de perto a crescente pessoa física e mental do pai, em 2014, ele tomou do dia a dia ate sua morte, em 17 de abril. Esse material deu origem a Gabo & Mercedes: uma despedida, que sai no Brasil pela Record. Ele queria deixar o fim da vida de Márquez para suas redes, e não tinha intenção de publicar esse diário em livro, porque sua mãe não sentiu à vantagem com a proposta. Quando Mercedes morreu, em 2020, ele passou a considerar um jornal.

O Estadão também republicou texto do diário O Washington Post sobre a autobiografia da atriz Viola Davis, Encontrando-me (HarperOne), estrela de filmes como Histórias cruzadas e Um limite entre o nossoe da série de TV Como se livrar de um assassinato. Quem espera encontrar segredos do showbusiness no relacionamento de uma mulher que tem em casa estatuetas do Oscar, do Emmy e do Tony, respectivamente, os maiores prêmios americanos para cinema, TV e teatro, vão se decepcionar. O livro é uma expiação de traumas familiares da atriz, abusada sexualmente pelo irmão e convivendo com o pai alcoólatra e violento.

TEM Folha trouxe entrevista com o cineasta alemão Werner Herzog, que falou de sua incursão literária. Aos 79 anos, consagrado nas telas com obras como Nosferatu e Paris, Texaslançou agora o livro O Crepusculo do Mundo (Todavia). É uma versão de Hiroo Onoda, soldado japonês que quase trinta anos sozinhos nas Filipinas de fim da Segunda Guerra Mundial, em 194 da vida, pensando que o conflito ainda permaneceu. Ele voltou ao Japão apenas em 1974. Herzog sente uma conexão com Onoda por ter passado por situações de extrema dificuldade em rodar filmes em lugares inóspitos do planeta. Como arrastar um navegue de 300 toneladas morro acima na Floresta Amazônica nas filmagens do delirante Fitzcarraldo.

A Folha publicou também matéria original do New York Times sobre o reerguimento da rede americana de livraria Barnes & Noble, depois de enfrentar grande crise com a chegada ao mercado da gigante virtual Amazon e os efeitos da pandemia de covid-19. Na Barnes & Noble tem bons resultados (aumento de 14% nas vendas em relação a 20019) após reformar lojas e mudar de estratégia durante a pandemia. A rede passou a vender apenas livros e dispensou comércio de itens como baterias, brinquedos e memorabília, que a matéria do jornal americano trata como “bugigangas”.

A Folha e o Estadão publicam material sobre o jornalista e escritor Otto Lara Rezende, cujo centenário de nascimento é comemorado no feriado de Primeiro de Maio. TEM Ilustríssima Falou de uma seleção de 100 cartas, endereçadas a nomes como Dalton Trevisan e Fernando Sabino, que não será publicada novamente. Oh professor Augusto Massi fala sobre a produção de ficção do autor mineiro. Não Estádioa notícia é o documentário Um bom dia para nascer, idealizado por sua filha, Helena Lara Rezende, em fase de finalização. Em sua coluna, Sérgio Augusto também texto dedicado a Otto.

Ainda na Folha, na coluna Painel das Letras, é uma notícia de que a editora Elefante terá neste ano mais novas traduções de livros de bell hooks, o que vai completar o número de títulos disponíveis em edições brasileiras da escritora e ativista negra americana, que morreu em dezembro. Outra nota da coluna informa que a Quadrinhos na Cia comprou no tradicional festival de Angoulême os direitos da primeira biografia ilustrada de Virginia Woolf (1882-1941), autora de Sra. Dolloway e Orlando. TEM novela gráfica em processo de produção, pela britânica Ella Bucknall.

O Globo noticiou sobre owe livros ligados a Patrícia Galvão, em Pagu (1910-1962). Nome fundamental no entendimento de uma cultura brasileira entre as décadas de 1930 e 1950, um escritor, tradutor, desenhista, jornalista e militante comunista teve relançado recentemente pela Companhia das Letras seu “romance proletário” Parque industrial de 1933. Mas o destaque no texto do Globo é Pagu sem metrô (Nós), de Adriana Armony, que foca um período muito nebuloso nos textos de Pagu e em suas biografias: o exílio em Paris, de 1934 a 1935. O livro revela fatos como ela ter sido detida e fichada na polícia francesa as “mulher de vida fácil”, cirurgias e militância nas ruas.

Não ValorJoão Anzanello Carrasco falou sobre novo livro, O azul do inventário (Alfaguara). Com alguns capítulos curtíssimos, o livro exposto o universo masculino através da relação de um homem com o pai que morre precocemente, aos 43 anos, e como sua ausência de atitudes do personagem na amizade com seus filhos devedores, um casal que nasceu num intervalo de duas decadentes.

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