AO VIVO EM VOZ ALTA | O novo livro de Laura Erber

Ilustrado por Herbert Loureiro, “O método de Pepe Chevette” (Editora Biruta, 69 páginas), da escritora, artista e professora Laura Erber, convida os leitores a uma fascinante viagem pelo mundo das ideias, das palavras e das frases. O personagem central é um garoto que quer desesperadamente saber como fazer as redações pedidas pela professora na escola. Triste pela morte da avó Elvira, que lhe ajudava nas tarefas da escrita, Pepe tem quatro e oito horas para entregar o texto encomendado, ou que deixa apreensivo: “Como ele iria escrever aquela redação em apenas must dias? De onde iria tirar as ideias? Onde encontraria as palavras? Como saberia se as palavras eram certas as?”

As dificuldades do menino começarão suas redações para crianças escritas em modo poético: “Quando as ideiasvam uma criança escritas para meninos começarem, como nas ideiasvam uma sorrisos de alguns adultos ou se transformam uma ideiava de sorrisos de alguns adultos, como nas fábulas de menores, como nas fábulas de menores do que você ou eu. Se tentar agarrar uma ideia luminosa e voadora, quando finalmente a captura iria ver que ela não tinha nenhum brilho, nenhuma luz, era uma ideia boba e meio mortinha, sem encanto real. Se era difícil capturar boas, a coisa era pior com as palavras boas”.

Em uma das mais instigantes passagens desse livro inspirado e inspirador, syntonizado com o dia a dia das crianças de caminhos, a narratora da história vai, espertamente, abrindo os engenhos hoje para facilitar o encontro entre Pepe e seu ‘dever de casa’: “Se uma redação pit um videogame, o jogo começaria com a Caça às Ideias Luminosas, depois haveria uma busca pelo Cofre das palavras e na última fase ele teria de conseguir atravessar sem cair e sem morrer o Vale das Frases Quebradas ao Meio.” Uma primeira saída é o logo de uma ótima saída pois pode ser apresentada como outras ideias que podem ser mostradas como outras ideias e que podem ser escritas às vezes mais fáceis.

A conversa com o professor Monza dá a Pepe mais noções sobre a natureza das palavras. Diz o mestre: “Pois é Pepe, com as palavras é diferente. Porque as palavras funcionam depois da outra, em função. Mas há algo em comum entre imagens e palavras (…) Palavras e imagens não são reais como as pessoas que podemos abraçar e tocar. Podemos pegar uma foto, mas só pegar nossa imagem com nossos olhos, não com nossas mãos. (…) E é justamente por isso que cada um deve descobrir um método de pegar palavras e imagens”.

Na sequência, Monza apresentou um Pepe o processo criativo utilizado por autores como JK Rowling, Balzac, Mark Twain e Agatha Christie. Motivado em ajudar o aluno, segue com ele para a casa de Turmalina, irmã gêmea da professora do menino, mas ela, infelizmente, não tem como ajudar-lo. O entendimento para a redação só surge mesmo no dia da entrega do texto, quando Pepe está no caminho do colégio. E é surpreendente, por valer como o método tão precioso de pegar palavras mencionadas pelo professor.

Sofisticado e envolvente, “O método de Pepe Chevette” não é só para as crianças ou para os chamados pré-adolescentes. Narrativa para cifrada em suas várias camadas de leitores, atraindo todas as suas qualidades. Desde que apaixonados livros pelas aventuras proporcionadas pelos.

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