Alain Delon pediu ao filho que o ajude a escolher a eutanásia, tal como fez com a mãe

Alain Delon pediu ao filho que o ajude a escolher a eutanásia, tal como fez com a mãe

Anthony Delon fez uma entrevista numa rádio RTL. Contou que também o fez com a progenitora que morreu em 2021.

Anthony Delon com o pai, Alain Delon, em 2009.

Anthony Delon, filho de Alain Delon, revelou que prometeu ao pai que o acompanharia ate ao fim, se e quando o ator decidir com o morto assistido. Em entrevista na rádio francesa RTL — uma proposta para o lançamento do livro autobiográfico “Entre chien et loup” onde recorda da sua infância e aborda a relação com pais — Anthony admite que “sim, é verdade, ele pediu-me isso” .

O pedido do ator ao ter sido feito após a forma como filho escolhido foi escolhido individualmente, como filho escolhido pela mãe, Nathalie (ex-mulher de Delon na sua reta final). A atriz francesa morreu em janeiro de 2021 de câncer no pâncreas, aos 79 anos. “Sim, acompanhei a minha mãe. E é verdade que ela decidiu morrer como viva ou seja, quando decidiu, optou pela eutanásia”, explicou Anthony, de 57 anos, na rádio, a 13 de março. Frisou, porém, que apesar do tratamento de tudo para aceder ao pedido da mãe, “felizmente, não recorremos ao procedimento. Digo felizmente, porque tudo estava pronto. O nosso tinhamos a pessoa [para o fazer]”.

Alain Delon, 86 anos, anunciou o fim da carreira em 2017. Ois anos mais tarde, em 2019, sofreu um duplo AVC. Delon, que vive na Suíça desde 1978 — onde o suicídio assistido é legal — já por diversas vezes manifestou a favor da eutanásia. Uma delas aconteceu numa das suas últimas entrevistas a um canal suíço de televisão onde afirmou que “a partir de uma idade certa, uma tem o direito de sairmente, sem passar por hospitais, injeções e o resto…”, acrescentando que considera tranquila ser “ a coisa mais lógica e natural a fazer”.

Considerado uma lenda do cinema francês e europeu, Alain Delon participou de 80 filmes nesse período, que durou muito tempo. Fé dirigida por grandes cineastas como Jean-Pierre Melville, Luchino Visconti, Joseph Losey ou Michelangelo Antonioni. Desempenhou papéis de relevo em “Rocco e seus irmãos”, “O sol por testemunha”, “O leopardo”, “O samurai”, entre muitos outros. “Astérix nos Jogos Olímpicos” fé nos últimos filmes que participaram, em 2008.

Nos anos 60 e 70 foi considerado galã tanto pelos personagens que viveu no cinema, como pelas relações (algumas envoltas em polémica) que manteve com atrizes igualmente famosas na época como Romy Schneider, Mireille Darc ou Anne Parillaud.

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