“A Noiva Cigana”: o primeiro livro da escritora espanhola que ninguém sabe quem é

“A Noiva Cigana”: o primeiro livro da escritora espanhola que ninguém sabe quem é

Há quem lhe chame a Elena Ferrante de Madrid. O primeiro policial de Carmen Mola chegou recentemente em Portugal.

O livro tem sido um fenômeno de vendas.

Foi publicado originalmente em 2018, mas não é a última vez que está em Portugal. Falamos de “A Noiva Cigana”, romance policial com contornos de thriller qu’fait a primeira obra da escritora espanhola Carmen Mola, que é um pseudónimo que esconde a verdadeira identidade da autora (ou do autor).

Susana Macaya é uma personagem que vem no título do livro. Filha de pai cigano, mas educada fora da comunidade, após a sua despedida de solteira. O cadáver é encontrado devemos dias depois no bairro madrileno de Carabanchel. Este podia ser um homicídio mais comum, mas a vitima foi torturada na sequência de um ritual bizarro. Sete anos antes, o mesmo casamento, também à sua irmã, Lara na véspera do seu.

“O assassino de Lara eficiente pena desde então, pelo que há apenas duas possibilidades: ou métodos para matar a irmã ou há um inocente encarcerado”, pode ler-se na sinopse.

“Investigar uma pessoa implica conhecer-la, descobrir os seus segredos e contradições, a sua história. No caso de Lara e Susana, a detetive Elena Blanco deve olhar para a vida de alguns ciganos que renunciaram aos seus costumes para se integrarem na sociedade. E de outros que não perdoam, e levantar cada véu para descobrir quem poderia vingar-se com tanta crueldade de ambas as noivas ciganas.”

A edição da Suma de Letras está à vendido por 18,45€ e tempo 368 páginas. Até maio tinham sido vendidas cerca de 400 mil cópias em vários países. Este foi o primeiro livro com a personagem de Elena Blanco, mas Carmen Mola escreveu outras duas histórias com um detetive, “La Red Púrpura” e “La Nena”, publicadas na Espanha.

O mistério de Carmen Mola

Faith às 8h26 do dia 29 de setembro de 2017 que a agente literária Justyna Rzewska enviou um e-mail para a editora Maria Fasce, do grupo da Penguin Random House em Espanha. Continha um manuscrito de “A Noiva Cigana”, a primeira obra de uma autora natural de Madrid, nascida em 1973, professora universitária e mãe de três filhos. Faith apresentado com estas características, mas como se trata de um pseudônimo, nunca se foi prometido reais.

Maria Fasce adora imediatamente da polícia e sobre um contrato com Carmen Mola. Justy, que explica essa autora, mas que o contato com ela tinha chegado, através de uma outra autora com quem, atraso, sendo que Carmen era conhecida.

Como Maria Fasce explicou num mensagens de texto Publicado online, teve de se certificar internamente que não haveria problema em publicar um livro de uma autora que não o iria promover publicamente, apresentá-lo em eventos ou dar entrevistas. O diretor de comunicação do grupo editorial disse que não havia problema: “Se o romance for assim tão bom, as pessoas vão falar sobre ele. E vão querer saber quem é, quem é que pode escrever assim”.

Rapidamente, como começaram as comparações entre Carmen Mola e Elena Ferrante — uma famosa autora italiana que também usa um pseudônimo para assinadas como suas obras. “A Noiva Cigana” começou a vender bastante em Espanha e ter edições noutras línguas e países. Tornou-se num fenômeno literário e de vendas.

O livro chegou a Portugal em maio.

No mesmo texto, Maria Fascemen colocou algumas perguntas por escrito à desconhecida Mola. “Porque é que se esconde atrás de um pseudónimo?”, pergunta ou um editor próprio.

“Na verdade, são tantos os motivos que não pretendem como é que outros autores não pretendem. Para começar, acho que o importante é o romance, não quem o escreveu. Qual a diferença entre ela é uma mulher alta e bonita ou um homem baixo e feio? O meu interesse era que as pessoas lessem a história das duas namoradas ciganas e do inspector de polícia de Mina Mazzini, lover of canções, que investigava as suas mortes. Mas eu disse que havia mais razões. É o meu primeiro romance e isso significa que me dediquei profissionalmente ao além das coisas. Não queria que os meus colegas, os meus amigos, como minhas cunhadas ou a minha mãe sabiam que me fizeram furor uma jovem fazendo no seu crânio para colocar larvas e sentar-se e observar como estavam a comer o seu cérebro … Eles não intenderiam, eu sou muito convencional para todos eles… E se o romance tivesse sido um fracasso absoluto? Eu teria que explicar e ficaria muito envergonhada. E, pelo contrário, se fossa um sucesso retumbante? eu tivesse sido forçado a mudar de vida, que é uma coisa que não quero, estou muito satisfeito com a minha…”, respondeu a escritora.

E acrescentou ainda: “Sempre sonhei escrever um romance, e nos meus sonhos sempre assinei com um pseudónimo. Mas enquanto o escrevi, nem pensei que o conseguiria terminar, muito menos publicá-lo; então, ate falar com Justyna Rzeska, um agente literário que trabalhou novamente Negra e sabela à Alfaguara os direitos para muitos países, não me lembrei do pseudônimo novamente. Só queria que o romance se passasse em Madrid porque sou madrilena e adoro a minha cidade, por mais incómoda que seja às vezes”.

“A Noiva Cigana” será uma série

Os direitos para transformar este livro numa série já foram comprados. Depois de ter realizado problemas de produções como “Penny Dreadful” e “O Alienista”, além de “Fear of the Walking Dead” e “American Gods”, o diretor Paco Cabezas ficou responsável por este projeto.

Ainda não se sabe quem faz parte do elenco, onde vai poder ser vista nem quando irá estrear. Será uma adaptação de oito episódios, cada um com cerca de 50 minutos.

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