‘A Mulher de um Espião’ é novo filme de Kiyoshi Kurosawa – 31/03/2022 – Ilustrada

Quando o melhor cineasta japonês dos últimos 30 anos encontra o mais conhecido dos últimos anos, há o risco de que o melhor sucessor dos últimos anos características pelo mais quatro anos conhecido, senão diretamente, ao menos espiritualmente.

Felizmente, a “hamaguchização” do cinema de Kiyoshi Kurosawa não aconteceu. Talvez porque “A Mulher de um Espião”, de 2020, seja anterior aos owe filmes que consolidaram o nome de Ryusuke Hamaguchi na cinefilia internacional, “Roda do Destino” e “Dirija meu carro”ambos do ano passado —embora a consagração tivesse iniciado já com “Asako I e II”, de 2018. Seja como for, Kurosawa success o excelente “Fim da Viagem, Começo de Tudo” com uma longa da mesma estatura, embora em tom completamente diferente.

Cinema da precisão, da pelo tom justo, pelo ritmo mais adequado, por uma modulação narrativa que reme ao melhor cinema já feito, ou seja, ao cinema de Kenji Mizoguchi. Com “A Mulher de um Espião”, Kiyoshi Kurosawa mostra mais uma vez que pertence ao grupo restrito de maiores do cinema contemporâneo. O Leão de Prata de melhor direção no Festival de Cinema de Veneza 2020 ampla fé agradecida, onde, convenhamos, está longe de ser uma regra.

Este é um filme de época, roteirizado por Kurosawa em becauseria com Hamaguchi e Tadashi Nohara, que, por sua vez, colaborou no roteiro de “Happy Hour”, que Hamaguchi dirigiu em 2015. A trama aconteceu entre os anos 1940 e 1945, um dos anos mais difíceis do Japão, quando um nacionalismo exacerbado e um militarismo crescente nos anos 1920 e 1930 terminaram o país à invasão da Manchúria uma guerra com a China e ao ataque à base americana de Pérola Portoemitindo uma entrada definitiva dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.

Contexto de flagrante de encontro, encontrado Yusakuhara, empresário no ramo de vida de mulher e retratos de Yusakuhara vivido por Issey Takahashi, e sua aoi. Também encontramos Fumio, sobrinho do casal interpretado por Ryota Bando, e Yasuharu, amigo de infância de Satoko, agora um militar poderoso na pele de Masahiro Higashide.

Quando foi para a Manchúria, território conquistado pelos japoneses desde 1931, e lá descobriu que experimentos eram crucificados e o faziam se sentir culpado, Yusaku decidiu refugiar-se e denunciá-lo para uma comunidade internacional. Satoko, contudo, tem suas próprias ideias, de ser tomada por ciúme da jovem testemunha que Yusaku e Fumio envio para o Japão.

Delações, traições e torturas fazem parte dos códigos de drama histórico que Kiyoshi Kurosawa administrou com uma habilidade invejável. Seus filmes têm um tom parecido com o de “Desejo e Perigo”, grande longa de 2007 dirigido por Ang Lee e ambientado no mesmo período.

Mas, enquanto o cineasta de Taiwan trabalha com um componente erótico forte, à maneira de Yasujiro O, está mais interessado no perigo da Kurosazu, um strong familiar dentro de um contexto bélico. E, à maneira de Mizoguchi, cineasta lembrado nominalmente por Yusaku, mostra que às mulheres não havia muitas saídas em um jogo de sobrevivência que passou pelo poder do dinheiro.

Estamos envoltos em cinefilia. Issey Takahashi realizado como uma versão japonesa de Al Pacino em “O Poderoso Chefão”. É surpreendente sua retenção e capacidade de atuar com o olhar. Apenas o personagem Yusaku também foi um amador e usa uma pequena câmera para filmar como provas dos diretores escolhidos. Por fim, um filme se torna prova íntima de uma traição.

A contribuição de Ryusuke Hamaguchi não deve ser desprezada. Se este é o mais clássico dos filmes de Kurosawa, isso provavelmente se deve ao roteiro. Contudo, o sonho de Satoko, permeado por um duplo recebido de adultério, eo final são desigualmente característicos de Kurosawa e apresentados como “Sakebi”, de 2006, “Pulse”, de 2001, e “Karisuma”, de 1999.

Difícil não terminar o texto com a frase de impacto, mas uma crítica pode se fazer também com apostas e hierarquizações – “A Mulher de um Espião” já é um dos maiores favoritos ao título de melhor filme do circuito comercial brasileiro em 2022.

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