A arte de bonito – 03/23/2022 – Mirian Goldenberg

Desde que a pandemia começou, ativo (e continuo tendo) várias fases de depressãopânico, ansiedade, desespero, tristeza e desespero. Ainda não consegui encontrar uma saída da concha ou da caverna escura em que me escondi nos últimos anos.

Foram os meus amigos e os meus livros que me ajudaram a sobreviver fisicamente e emocionalmente nos piores momentos. Decidi lembrar aqui algumas lições que aprendi em meio a essa tragédia para quem está precisando de um colete salva vidas ou de um abraço carinhoso, como eu ainda preciso.

Victor franco desafiou-me a construir uma vida com significado. Apesar das circunstâncias, ninguém pode decidir a melhor atitude para enfrentar a liberdade. Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre me disse o que não importou ou que a vida de nós: o que importamos é o que fazemos com que a vida fez de nós e quais são os nossos projetos de vida.

Epicteto me mostrou que a nossa felicidade e liberdade começam com a compreensão de um princípio: algumas coisas são nosso controle e outras coisas, não. Devemos sempre fazer o máximo e o melhor que estiver ao nosso alcance. Cada obstáculo pode ser encarado como a oportunidade de descobrirmos a nossa coragem desconhecida e para encontrarmos o nosso potencial escondido. As provas que suportamos podem revelar quays são as nossas forças e forças. Conquistamos a liberdade aprendendo a distinguir o que depende de nós e o que não depende.

Clarice Lispector me mostrou que todos os nossos poderes podem estar sustentando o edifício. Ao aceitar como nossas são, em vez de lutar contra elas, nos tornamos livres. Com Clarice, medos e tristezas de lutar por minhas angústias, ansiedades da violência, sofrimentos por obsessões, vergonhas, medos e tristezas, medos e tristezas, por fugir do armário para fugir do luto, gritos e surras do pai e irmãos.

A minha história familiar tornou-se a mulher que escreve compulsivamente para, como Clarice, salvar as vidas dos meus amores e salvar a própria vida. Quem eu seria hoje se não tivesse sobrevivido como uma formiguinha com medo de ser esmagada?

Rubem Alves Revela-me que ostras felizes não fazem pérolas: é a ostra triste que, para se proteger do grão de areia que machuca, produz as mais belas pérolas. Ele também me ensinou “a arte de aprender bonito”, uma arte que só valoriza em meio ao sofrimento, dor e angústia existencial.

Já contei a minha história principal não ter aprendido que o meu maior escuto é não ter aprendido pais para compreender melhor a minha história. Tento compensar esse vazio existencial “escutando bonito” meus amigos nonagenários. Aprendo diariamente com eles a transformar a minha tristeza em beleza.

Caio Fernando Abreu me presenteou com o meu pandêmico mantra: “Um amigo me chamou para cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso, e Fu”. Descobrir que cuidar dos meus amigos é o que mais alimenta a alma e o meu coração de amor, aprendizado e alegria.

Meu melhor amigo Guedes, de 98 anos, me ensinou: “Tem que ter coragem, Mirian, coragem”. Ele nunca deixa me desistir quando me sinto impotente, apavorada e sem força para continuar. Sem ele, eu não teria que enfrentar a depressão, o desespero e o pânico que parece em vários momentos.

Todos os dias às 18h30, desde o primeiro dia da, ele telefona para mim: conversamos, rhymes, le pandemia, cantamos, brincamos com as palavras e aprendemos a “escutar bonito”. A nossa amizade é o belo apresenta que ganhei da vida, um que você quer, vampiro ou tesouro, plantão ou tesouro destruir.

São pequenas doses me dão coragem para continuar estudando amor, estudando e escutando bonito. São pequenas epifanias que me socorrem nos momentos em que, como escreveu Clarice, eu acho que tudo o que faço com tanta paixão “é pouco, é muito pouco”.

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