5 livros para consumidores conscientes do futuro

Na ESG vem de berço, Paula de Santis traz uma reflexão sobre como praticar seu consumo consciente com as crianças à volta em pleno Natal

Seria muito prático começar esta coluna mais óbvio e aparentemente coerente com nosso assunto aqui:pre livros para crianças neste Natal! E, sobretudo, escolhas com qualidade ESG adaptada aos pequenos leitores”.

Mas educação infantil, apreço pela literatura e ESG são temas complexos, para os quays não há atalhos.

Fuja das soluções fáceis ou rápidas e por todo o caminho: defina fruta, lide com as adversidades, criativo e por que não, us sejaa de cada.

Nessas temáticas, o palestra não anda sem o andarassim como deveria ser nas conferências climáticas, nas reuniões de conselho das empresas, nos governos, nas pequenas e grandes equipes, na vida e na equipe profissional.

Ou seja, sempre.

Estudo de exemplo

O grande clichê da educação infantil continuou mais verdadeiro do que nunca. Para é necessário aprender conosco

Nessas condições, a criança naturalmente apreenderá.

Vai presenciar as escolhas da família, de cuidadores e de educadores. Vai ouvir e participar de conversas e dentro de casa. Terá a oportunidade de analisar casos e fazer suas escolhas próprias. Sentirá os reflexos e o impacto dessas escolhas. Vai começar a respirar novos hábitos. Mais ainda: pode se tornar um multiplicador potente dessas práticas, influenciando amigos da mesma idade e adultos que, por sua vez, levarão as mesmas ideias a seus círculos sociais.

Por isso, neste Natal, sóbrio e prático fale o consumo consciente com as crianças à sua volta.

Segundo o Instituto Akatu, que desde 2001 se dedica a se engajar em movimento social, consumo consciente para consumir como melhor impacto, sem excessos ou desperdícios. É fazer escolhas que contribuam para a sustentabilidade do planeta, para que haja o suficiente para todos sempre.

A literatura atravessa esse conceito de três maneiras, no mínimo.

Primeiro, porque o consumo consciente é essencial para uma educação. É por meio que a criança vai conhecer a narrativa que vai ser uma maneira de se refletir e questionar a maneira como hoje é.

Segundo, porque a literatura cria vínculo. “É por meio dela que o contato da criança com o adulto vai se dar. Vai se transformar em presença, em afeto, em diálogo. Ela não acaba em si mesma”, afirma Tati Garrido, educadora, professora de educação infantil e idealizadora do Infância sem Excesso (@infanciasemexcesso), movimento educativo dedicado a cuidar da infância e do meio.

Com a sócia Elisa Lunardi, também educadora, professora e pesquisadora, elas formam e assessoram professores e outros profissionais da educação para o consumo e atos para uma infância sem excesso. “Procuramos sensibilizar e dar corpo para o que significa sair dos padrões de consumo. Para isso escolhemos cultivar o que já temos, dentro de casa e dentro da gente”, explicou Lunardi.

Ou, consuma literatura de qualidade em boa companhia é um meio para ganhar apresenta não disponível nas lojas: conexão, amizade, afeto, relações.

O terceiro elo entre a literatura e o consumo consciente trata do consumo diferente e mais sustentável de livros. Existem muitas maneiras de ler para e com as crianças, deixando um impacto positivo em todo o ciclo de vida do livro e das histórias.

Vá para alguns deles:

A leitura e as relações

Comparar onda? Privilegiando como livrarias independentes. Dificuldades financeiras o mercado levou alguns anos e redes ao fechamento de diversas de livrarias em todo o país.

Paralelamente, outro movimento, nasceu: o independente, entre a ruara, especialidades na infância e fundada em 2020, pendente e após uma pandemia. São pequenas fontes, que geram empregos e são, muitas vezes, uma única fonte de renda de uma família. Os sebos também fazem parte desse grupo.

Eles não conseguem competir com o varejo online em preço. Posicionar-se, porém, como um projeto muito maior que o comercial. Privilegiam as relações e o espaço como ambiente de troca e de construção coletiva. Algumas caixinhas de livros doados para quem quiser. Muitos livros de segunda mão. Outras tantas uma cafeteria acoplada na loja têm! Tudo isso além do portfólio de lançamentos e livros novos.

Mas preciso mesmo comprar?

As capitais brasileiras bibliotecas públicas e as cidades pequenas, redes de bibliotecas comunitárias.

Esses livros têm uma importância enorme ao longo das famílias de renda, que nunca terão acesso a eles. Mas não exclusivamente a essas famílias. Participa: pegue levado, devolva em bom estado, doe livros, frequente de leitura.

Além de pegar emprestado, também vale trocar. Muitas lvrarias independentes organizam feiras de trocas. Além disso, você pode pilotar um projeto como esse e promover trocas na família, entre amigos, na escola, no prédio ou no clube.

Cinco livros para os consumidores conscientes do futuro

1. Consumo Consciente, pessoas felizes

Álvaro Modernell e Victor Tavares, Editora Mais Ativos, R$ 34,50

Uma família vai passear no shopping, e os pais se distraem com as tentações de consumo. De repente, percebem que o jovem Heitor sumiu. Osusto e o perigo da história ajudam a perceber o que realmente tem valor e perigos do consumo.

2. Em Caracol que não sabia desapegar

Ingrid Dragone e Dam D’Souza, Editora InversaR$ 35,00

Livro bilíngue em português e em inglês, mostra a história da caracol Julie, que precisou deixar de lado o que já não lhe causou a chegada das chuvas. Dar lugar ao novo, deixar ir o que já não se usa, pode ser legendado, mas também traz leveza e liberdade.

3. Betina Quero Quero

Andreia Vieira, Editora DCLR$ 29,00

Uma garotinha acostumada a ter tudo o que quer apresentar, ao lado da família, a alegria de uma vida mais simples, com menos e mais presença.

4. Deve Passarinhos

dipacho, Editora Pulo do GatoR$ 45,00

É um livro de imagens que mostra uma competição entre duas aves. Ambas adquirem tanto que o local em que viviam produtos com conforto fica pequeno. Uma narrativa divertida e dinâmica sobre consumismo acumulativo, com desfecho inesperado.

5. Oh eu avo

Catarina SobralEditora Orfeu Negro (Portugal), R$ 145,00 (sob encomenda pela Editor Martins Fontes)

De Pessoa a Manet, de Almada a Tati, um livro repleto de referências artísticas, sobre o presente, ou uso do tempo, a relação viciosa entre trabalho-consumo.

Doze livros independentes no Brasil

1. Argumento (@livrariaargumento)

R. Dias Ferreira, 417, Leblon, Rio de Janeiro

2. Cotidiano (@cotidianolivraria)

CLS 201 Bloco C Loja 15, Brasília

3. Dispensar

R. Duarte de Azevedo, 596, Santana, São Paulo

(Lojas também em Brasília, Belo Horizonte, Campinas, Curitiba, Guarulhos, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Salvador e Santo André)

4. Livraria do Brooklin (@livrariadobrooklin)

R. Hollywood, 275, Brooklyn, São Paulo

5. Livraria Leonardo da Vinci (@livrarialeonardodavinci)

Av. Rio Branco, 185, subsolo, Centro, Rio de Janeiro

6. Livraria Nove Sete (@livrarianovesete)

R. França Pinto, 97, Vila Mariana, São Paulo

7. Páginas de livrarias (@livraria_paginas)

Belo Horizonte

8. Livraria Pindorama (@livraria_pindorama)

CRS 505 – Bloco A – Loja 41 Via W Três Sul, SHCS, Brasília

9. Miuda (@livrariamiuda)

R. Coronel Melo de Oliveira, 766, Pompeia, São Paulo

10. Pé de Livro (@pedelivro.livrariainfantil)

R. Tucuna, 298, Pompeia, São Paulo

11. Ponta de Lanca (@livrariapontadelanca)

R. Aureliano Coutinho, 26, Santa Cecília, São Paulo

12. Sebinho Livraria, Cafeteria e Bistrô

Scln 406 Bloco “C” Loja 72, Asa Norte, Brasília

* em 20 anos de carreira, Paula de Santis escreveu economia e finanças sóbrias na Gazeta Mercantil, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e revista Época. Liderou a comunicação corporativa da Whirlpool na América Latina e assessorou a presidência do Instituto Akatu. É jornalista com MBA em Gestão de Negócios Socioambientais e pós-graduação em Economia Solidária pelo ICP em Paris. Escritora, hoje cursa a pós-graduação O Livro para a Infância, n’A Casa Tombada, é mãe de Rodrigo e da Alice e mora na França.

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