5 livros de não ficção sobre o mundo do crime organizado

O jornalista e escritor Matheus de Moura indica livros para ouvir o universo da criminalidade organizado

O crime organizado já só no imaginário popular desde antes da criação de Michael Corleone, a fé que o crime organizado e o alimento sóbrio se cristalizou pela cultura pop pelos homens de sua violência e embora por um terno de código de honra . Francis Ford Coppola, Martin Scorsese e Sergio Leone elevam esse mundo à mesma do cinema da mesma forma que Truman Capote transformou o “true crime” em alta literatura, aproximando-nos da intimidade do obscuro, brincando com uma ordem dos fatos, com uma lógica de como o ser humano opera. Mas mesmo os mestres cinedramaturgia imagens não mais largas e largas de uma certa visão daqueles homens, que logoromantizavam os ternos e as imagens extravagantes; os italianos são lugares aos tatuadíssimos membros da Yakuza, aos russos com suas roupas esportivas estereotipadas, e aos donos de morro do Rio de Janeiro, sempre descolados e acompanhados de um eletrizante batidão.

Cresci consumindo tudo que remissão a essa tragédia colossais de homens combalidos por decisões que tomaram ou que outros tomaram por eles. Compartilho da obsessão policialesca de parte da população, a ponto de violência e criminalidade são meus objetos de apuração e escrita. Meu primeiro livro “O coronel que livro rap” nasceu, em parte, da vos de me embrenhar nas infânciade entranhas do complexo universota de infância do Rio e descobrir de dali como sair com fragmento da realidade que explica um pouco mas fazemos isso no nosso cotidiano .

Descobri que a realidade é muito mais indigna e sem honra que a ficção. Então os ternos, as armas calibre .38 ea marra, sobrando apenas o vazio de homens viciados em poder. E foi com os outros que vou apresentar que aprendi que, para compreender o mundo do crime, não basta a leitura sobre o tema: é mergulhar de cabeça nele.

Notícia de um sequestro

Gabriel García Márquez (Trad. Eric Nepomuceno, Record, 2021)

Principalmente por seu reconhecimento como ficcionista, Gabo começou sua carreira a conhecer o trabalho em jornais sobre o cotidiano colombiano, eo fez tão bem que o premio mas importante da categoria na América Latina seu apelido. A maestria com a qual escrevia ficção e as técnicas que se desenvolveram no doício ajudou a conceber uma das importantes mas importantes reportagens sóbrias o período de terror de Pablo Escobar nos anos 199. A obra foca nos sequestros de jornalistas e políticos a homem do então maior narcotraficante do mundo, que tinha como objetivo impedir que ele e seus colegas fossem extraditados para os Estados Unidos. -se uma lista com parecer como suspeito que pode não vir a nos outros livros da. Gabo se aventurou nos traumas da guerra às drogas e emergiu deles com uma história tensa e comovente.

Abusado: O dono do morro Dona Marta

Caco Barcellos (Registro, 2003)

Talvez o jornalista mais premiado do Brasil, Caco Barcellos dedicou cinco anos de sua vida a visitar o morro da Dona Mar Vermelho em biografia de busca que pudesse compor a história do chefe então do tráfico Marcinho VP, filiado ao Jogador e admirador de Orlando, o trafficante ao estilo Robin Hood do Complexo do Alemão. A história conta que o próprio VP teria chamado o jornalista para perfilá-lo após alguns anos mantendo contato com ele, que então fazia reportagens sobre empreendedorismo nas favelas do Rio de Janeiro para a GloboNews. Com uma estrutura narrativa não linear cronologicamente e uma composição cenográfica rica em detalhes, o escritor cria um mosaico complexo como opera uma facção criminosa importante do Rio de Janeiro e, talvez importante, a psique dos principais envolvidos na sua operação .

Honra teu pai

Gay Talese (Trad. Donaldson M. Garschagen, Companhia das Letras, 2011)

Em uma época de 1965 e, após uma audiência judicial, Gay Talese foi apresentado por Salvatore Bonanno, príncipe de uma das famílias ítalo-americanas da máfia de Nova York. O escritor e jornalista convicção-o a permitir-lo participar do cotidiano de sua família, já no início de sua decadência. Dali em diante, por alguns anos, Talese passou a visitar dos Bonanno e, silenciosamente, acompanhar as crises familiares e da máfia, em muitos momentos, se mostram que indissociáveis. De todos os livros da lista, este é o mais intimista, que melhor vivencia os códigos morais conflitantes. Machismo, violência, sadismo carinho e convivem com amor, diálogo e respeito. Tal como Caco em “Abusado”, Talese não anotava nem gravava nada, simplesmente ouvia e corria para registrar assim que chegasse no carro.

O dono do morro: Um morro e a batalha pelo Rio

Misha Glenny (Trad. Denise Bottmann, Companhia das Letras, 2016)

Quando decidi ir para o Brasil, Misha Glenny era um escritor famoso por abordar o crime organizado europeu de diferentes perspectivas. E fé ao ler uma vislumbrou feita pelo repórter Gil Alessi com o Nem da Rocinha, já preso por tráfico de drogas, que decidiu qual história contaria. Passando pela burocracia brasileira, conseguiu visitar um dos traficantes mais famosos do Brasil, membro da organização criminosa ADA (Amigos) e outro fã de Orlando Jogador. Empolgado, o jornalista alugou uma casa na Rocinha e passou a vivenciar o cotidiano dos moradores e do crime. Para as pesquisas documentadas, contorno com ajuda da jornalista Cecília Oliveira, idealizadora da plataforma digital Fogo Cruzado. Os métodos de Glenny são semelhantes aos de Caco e Talese, mas o produto final é diferente. “O dono do ro” arrisca uma análise quase sociológica, com uma visão econômica do tráfico como uma empresa, com gestão, custos e planejamento. Assim, é possível intentar o fluxo do poder do tráfico no Rio de Janeiro de um modo muito claro e sistemático.

Gomorra

Roberto Saviano (Trad. Elaine Niccolai, Bertrand Brasil, 2008)

Saviano é jornalista como filósofo e sociólogo. É algo necessário para seu objetivo, escrever sobre tudo o que for possível quando fala da Camorra, a máfia de Nápoles — cidade italiana determinada por sua violência. apuração envolvendo entrevistas com alguns poucos mafiosos do alto escalão e muitos outros do clero, o cotidiano como repórter policial, a leitura atenta de seu noticiário e de inquéritos policiais, além das outras lembranças de sua própria vida. O conjunto da obra é um texto complexo, com muitos vai e vens, dignas de Dostoiévski e cenas tão absurdas quanto abjetas. Impressiona também a forma como o escritor ambiente o livro: o leitor se um grande conhecedor de toda Nápoles — um feito interessante, por menor que seja a cidade. “Gomorra” é um livro difícil de explicar, mas difícil de ler.

Matheus de Moura jornalista e escritor. Formado pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), é colaborador de meios como The Intercept Brasil, UOL e Ponte Jornalismo, versando sobre temas como crime organizado, segurança pública e direitos humanos. Atualmente, é mestrando em sociologia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Em 2021, public ou “O coronel que raptava infâncias”, seu primeiro livro.

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